O novo presidente do STF comentou a retirada das Forças Armadas da lista de entidades credenciadas a fiscalizar o processo eleitoral
O recém-empossado presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso, comentou na sexta-feira, 29/09, a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de retirar as Forças Armadas e o próprio STF da lista de entidades legitimadas a fiscalizar o processo eleitoral.
"Lamentavelmente, o que aconteceu é que os militares trabalharam para levantar desconfianças. E, orientados a levantar suspeitas, não conseguiram. A competência era do TSE, a avaliação é que isso não se provou bem, e a nova gestão decidiu mudar", disse o ministro.
Nesta semana, por unanimidade, o TSE aprovou uma alteração na resolução que atualiza a lista de entidades legitimadas a fiscalizar o processo eleitoral. Com as mudanças, o STF e as três Forças (Exército, Marinha e Aeronáutica) deixaram de integrar o rol de instituições autorizadas a acompanhar as fases de auditoria das urnas e dos sistemas eleitorais.
Veja também

Brasil assume presidência do Conselho de Segurança da ONU neste domingo
Nas eleições do ano passado, a corte eleitoral e os militares travaram um embate sobre o processo eleitoral. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também utilizou questionamentos das Forças Armadas para fazer críticas à atuação do TSE.
.jpg)
Fotos: Reprodução/Google
Além dessa mudança, os ministros incluíram o teste de integridade com biometria na norma que define as regras para a realização dos procedimentos de fiscalização do sistema eletrônico de votação.
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no Facebook, Twitter e no Instagram.
A lista de instituições autorizadas a participar das etapas de fiscalização são partidos políticos, federações e coligações, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público, Congresso Nacional, Controladoria-Geral da União (CGU), Polícia Federal (PF), Sociedade Brasileira de Computação, Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Tribunal de Contas da União (TCU) e Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Fonte: com informações Carta Capital
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.