Sexóloga afirma que o orgasmo vai além do sexo, ele está nas conexões, nas carícias e no autoconhecimento
Apesar de o orgasmo ter um dia só seu, o tema ainda é envolto por tabus, ideias pré-concebidas e questões que precisam ser esclarecidas. Entre elas, a afirmação de que um bom sexo só é possível e válido se resultar nesse clímax. A coluna Pouca Vergonha conversa com a sexóloga especialista em bem-estar sexual Chris Marcello, que destaca a importância do prazer sexual ser entendido não como um fim, mas como um processo de descoberta pessoal e conexão com o próprio corpo.
Para a especialista, a experiência do orgasmo é válida, mas o que a precede, o toque, a escuta, a entrega, é o que realmente transforma e enriquece as relações. “O orgasmo é um desfecho potente, mas, quando nos fixamos apenas nele, esquecemos de valorizar a riqueza de sensações e trocas que acontecem no caminho. O prazer precisa ser vivido com presença e consciência”, afirma.“Ao longo da história, construímos a ideia de que o sexo só é bom, válido e satisfatório se houver orgasmo, especialmente para mulheres. Isso transforma o prazer em obrigação, gerando ansiedade, frustração e até disfunções sexuais, como se o orgasmo fosse um ‘termômetro’ da vida sexual”, comenta.
De acordo com a profissional, que é e CEO da ItSophie, muitas vezes, as mulheres se sentem tão pressionadas que, para não frustrarem o outro, acabam fingindo – e esse percentual é alto: diversas pesquisas apontam que mais de 60% delas já fizeram isso, como detalha Marcello.A sexóloga esclarece que a expectativa excessiva desvaloriza os momentos de intimidade: o toque, a conexão, a ludicidade e a leveza, aspectos tão importantes nesta equação.
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Foto: Reprodução/Google
“O sexo pode ser prazeroso mesmo sem orgasmo. Para isso, a mulher precisa se permitir conhecer e investir nesse processo: experimentar sensações que vão além da genitalidade. Explorar o corpo com curiosidade, mapeando-o de forma erótica. Descobrir quais sentidos mais mexem com ela, o toque adequado, as palavras, quais os gatilhos para a excitação. Isso se aprende de forma intuitiva e exploratória”, explica Marcello.
Fonte: com informações Metrópoles
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