A ação na região do Médio Purus conta, ainda, com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) e Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realiza, durante o mês de agosto, a instalação de placas informativas nos tabuleiros de desovas de quelônios para alertar sobre a proibição da captura e coleta de ovos de tartarugas, cágados e jabutis na Unidade de Conservação da Reserva Extrativista (Resex) Ituxí, no município de Lábrea (AM), a 800 quilômetros de Manaus. A ação na região do Médio Purus conta, ainda, com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) e Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
Os servidores federais também realizam atividades de educação ambiental com comunidades indígenas e extrativistas da região. As equipes ministram palestras sobre a Lei de Crimes Ambientais, apresentam os tipos de infrações mais comuns nas Unidades de Conservação e Terras Indígenas (TIs) e explicam as sanções previstas. A ação informa, ainda, sobre a importância da preservação de quelônios e pirarucus e orienta sobre o papel das comunidades na proteção dos recursos naturais.
O coordenador do Programa de Quelônios da Amazônia (PQA) do Ibama, Walmir Nogueira, informou que as equipes instalaram placas de aviso e proibição de captura de ovos de quelônios na comunidade de Pedreiras do Amazonas, localizada dentro da Reserva Extrativista Ituxí. Segundo ele, essa é a 12ª de 14 comunidades da reserva onde o órgão realiza monitoramento durante o período de desova, com foco na preservação das espécies.
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O analista ambiental do Ibama Cícero Furtado explicou que a ação ocorre em duas etapas. A primeira foca na orientação dos moradores, com palestras sobre educação ambiental, legislação e preservação dos quelônios. A segunda etapa envolve a fiscalização feita por equipes do Ibama, ICMBio e Funai. Segundo Furtado, os agentes atuam diretamente em campo e adotam os procedimentos legais sempre que identificam infrações ambientais nas comunidades ou ao longo do trajeto da operação.

Fotos: Reprodução
“Durante essas ações, o Ibama, ICMbio e a FUNAI, trabalhamos de duas formas. A primeira é relacionada à questão da orientação, que são dadas pelo Programa de Quelônios da Amazônia, e em segundo plano, nós trabalhamos a questão da fiscalização. Caso nós encontrarmos algum tipo de ilícito ambiental, seja na comunidade ou seja no decorrer do nosso caminho, os procedimentos de fiscalização são realizados”, disse.
“Estamos na comunidade das Pedreiras, dentro da Resex do Ituxí. Estamos o acompanhando e monitoramento de quelônios, principalmente neste período na desova. A gente está visitando toda a reserva, e a comunidade da Pedreira é uma delas, fazendo o monitoramento de quelônio. A reserva tem 14 comunidades, entre elas nós temos 12 que estamos trabalhando já com o monitoramento de quelônio”, disse o coordenador do programa.
Fonte: com informações Cenarium
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