05 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Violência contra Mulher - 28/02/2025

Opressão institucionalizada: A realidade brutal das Mulheres afegãs sob o regime Talibã

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

A crise de direitos humanos no Afeganistão não pode ser ignorada.

Desde que o Talibã retomou o controle do Afeganistão em agosto de 2021, os direitos das mulheres afegãs foram sistematicamente apagados.

 

Restrições brutais, repressão estatal e punições severas tornaram-se parte da vida cotidiana, deixando milhões de meninas e mulheres sem acesso à educação, ao trabalho e até mesmo às formas mais básicas de liberdade pessoal.

 

Veja também 

 

Governo do Rio reforça programas para coibir violência contra mulheres

Em Tefé, Polícia Civil prende homem por injúria e ameaça no contexto de violência doméstica contra a companheira

 Um sistema de opressão

 

 

 

O Talibã impôs uma legislação baseada em uma interpretação extremista da sharia, negando às mulheres afegãs direitos fundamentais. Desde a proibição do ensino secundário e universitário até a obrigatoriedade do uso da burca em espaços públicos, cada decisão governamental tem como objetivo confinar as mulheres ao ambiente doméstico e controlá-las com mão de ferro.

 

Em dezembro de 2022, o regime proibiu mulheres de trabalhar em ONGs internacionais, um golpe devastador para aquelas que dependiam de organizações humanitárias para sobrevivência. A ONU Mulheres e outros organismos internacionais têm denunciado essas violações, mas os apelos por sanções e pressão diplomática não surtiram efeito prático.

 

Violência e mutilação genital feminina

 

 

 

Embora a mutilação genital feminina (MGF) não seja amplamente documentada no Afeganistão, há evidências de que certas comunidades, especialmente em regiões remotas, mantêm essa prática. Relatos de mulheres e grupos de direitos humanos sugerem que há casos onde meninas são submetidas à MGF como forma de "controle" da sexualidade, uma prática imposta sob pressão social e justificativas religiosas distorcidas.

 

A violência de gênero, em sua forma mais extrema, também inclui casamentos forçados, punições físicas para aquelas que desafiam regras arbitrárias e assassinatos "por honra" que seguem impunes sob a complacência do governo. Com a falta de acesso à justiça, as vítimas não têm a quem recorrer.

 

Resistência e esperança

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Apesar da repressão brutal, mulheres afegãs continuam a resistir. Protestos clandestinos em Cabul e outras cidades ocorrem regularmente, mesmo sob risco de espancamento e prisão. Organizações feministas no exílio, como a Revolutionary Association of the Women of Afghanistan (RAWA), seguem denunciando os abusos e lutando pela liberdade das mulheres no país.

 

Enquanto isso, a comunidade internacional enfrenta um dilema: como pressionar o Talibã sem isolar ainda mais a população afegã? Sanções econômicas podem sufocar o governo, mas também agravar a crise humanitária. A ONU Mulheres e outras entidades seguem mobilizando recursos para oferecer suporte a mulheres afegãs, mas as barreiras são imensas.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

A crise de direitos humanos no Afeganistão não pode ser ignorada. O mundo tem a responsabilidade de agir, amplificando as vozes dessas mulheres e pressionando por mudanças reais. Caso contrário, uma geração inteira de mulheres será condenada ao silenciamento e à submissão forçada.

 

Portal Mulher Amazônica

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.