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Política - 16/09/2021

OPINIÃO: Governo Bolsonaro pune a juventude brasileira porque os municípios anteciparam sua vacinação. Tinha que deixar morrer

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Foto: Divulgação

Sociólogo manifesta indignação pela suspensão da vacinação dos jovens de 12 a 17 anos

Por Lúcio Carril - Mais uma patacoada do ministério da saúde de Bolsonaro: suspendeu a vacinação dos jovens de 12 a 17 anos.

 

Fez sem apresentar uma justificativa plausível, científica e verdadeira. A nota do MS é mentirosa ao dizer que a OMS não recomenda a vacinação dessa faixa etária. Recomenda, sim. A OMS só não a colocou nos grupos prioritários, mas ressaltou ser importante sua imunização. A Pfizer foi aprovada pela Anvisa para atender o público de 12 a 17 anos.

 

Este ano já morreram mais de mil adolescentes com covid. A variante delta, que vem ganhando força no Brasil, atinge duramente esse grupo.

 

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A Anvisa é o órgão competente para suspender vacinação e não o ministério da saúde. Até o momento a agência não se pronunciou e, obviamente, não foi ouvida pelo ministério.

 

A suspensão da vacinação dos adolescentes está mais para uma negação da fala do ministro, que disse ontem que o Brasil tem vacina sobrando, do que para uma medida sanitária. Na verdade, não há vacina sobrando. Há, sim, muita mentira.

 

Pasmem para os motivos apresentados pelo ministro da saúde, neste momento que escrevo: os municípios vacinaram 3,5 milhões de jovens antes do prazo para início da vacinação, que seria ontem, 15 de setembro. E que 1.500 deles tiveram eventos adversos.

 

 

 

Só sendo muito estúpido para punir o país por ter antecipado a vacinação numa pandemia que já matou 588 mil pessoas.

 

Quanto aos efeitos colaterais, a ciência já reconhece sua existência há mais de 200 anos. Alguns têm, outros não. Mas ninguém morre por isso. O que mata é o vírus e a doença.

 

É muita incompetência e maldade, juntas.

 

 

 

Espero que os municípios mantenham a imunização da nossa garotada, conforme recomenda a ciência, e não siga esse disparate do ministério da saúde negacionista.

 

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Fotos: Reprodução

 

**Lúcio Carril é sociólogo, ex-secretário executivo da Secretaria de Política Fundiária do Estado do Amazonas, ex-delegado federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário e especialista em gestão e políticas públicas pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

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