23 de Abril de 2026

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Política - 01/12/2022

OPINIÃO: O lado sombra do surrealismo nos protestos antidemocráticos

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Foto: Reprodução

A superficialidade nas relações, os debates infundados e a criação de uma realidade paralela para justificar o preconceito e a ascensão de um governo autocrata.

Paula Litaiff - Inspirada na obra surrealista do pintor René Magritte, “Os Amantes I” (1928), e no livro sobre a dissonância cognitiva coletiva no período da pré-eleição presidencial brasileira, do escritor João Cezar de Castro (2021), a capa e conteúdo especial da REVISTA CENARIUM de novembro aborda três elementos da atual fase política do País: a superficialidade nas relações, os debates infundados e a criação de uma realidade paralela para justificar o preconceito e a ascensão de um governo autocrata.

 

Magritte contestava a psicanálise – principal base do surrealismo -, mas era fascinado pela filosofia. O pintor ficou conhecido por usar sua arte para criar situações bizarras com o objetivo de provocar a reflexão. Nesta edição, a CENARIUM expõe o “lado sombra” do conceito surrealista nos discursos extremistas baseados no fundamentalismo religioso, em teorias da conspiração e nos atos antidemocráticos que incitam o golpe de Estado.

 

Bizarro é um termo ameno, mas mais aplicável a quem cria a sua própria realidade para amparar um fanatismo político, atacando o sistema democrático de direito, como ocorre com os atentados ao Supremo Tribunal Federal (STF), por coibir disseminação de “defesas” da volta da Ditadura Militar, a exemplo do que faz o Judiciário da Alemanha ao punir quem incita o nazismo.

 

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Esses que falam em parcialidade do Supremo Tribunal Federal reconheceram e não questionaram a condenação dos 25 aliados de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no caso conhecido como “Mensalão” (2014) e não confrontaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na vitória de Jair Bolsonaro (PL) em 2018.

 

Fotos: Reprodução

 

Os fatores psicológicos de quem cria uma visão infundada de cenários políticos são abordados na “Guerra Cultural e Retórica do Ódio: Crônicas de um Brasil Pós-político” (2021), de João Cezar de Castro – fonte de inspiração para a matéria de capa – onde o autor estuda a linguagem estruturada no pensamento composto por teorias, limitando ao adversário político o papel de inimigo a ser destruído.

 

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Nós, da REVISTA CENARIUM, não temos a pretensão de mudar o pensamento surreal e doentio daqueles que defendem a volta de um sistema de governo marcado por torturas e assassinatos, mas deixamos registrado que estamos ao lado da racionalidade, do humanismo e, principalmente, ao lado da responsabilidade na missão de informar.

 

Fonte: Com informações da Revista Cenarium

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