15 de Abril de 2026

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Geral - 19/02/2022

OPINIÃO: O feminicídio se tornou uma patologia social no Brasil

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Foto: Reprodução

Uma mulher conhece um homem numa rede social e marca o primeiro encontro em seu apartamento. Ela é cruelmente espancada durante quatro horas pelo pretendido amante.

 

Uma mulher conhece um homem numa balada e vai ao motel com ele. É morta barbaramente.

 

Na casa, diante dos filhos, marido assassina a esposa brutalmente, motivado por ciúmes.

 

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Três cenas e uma realidade que nos causa profunda indignação.

 

Não há erro da mulher nos três casos. A busca de relações amorosas, seja duradoura ou passageira, é uma necessidade humana e social. Além do mais, o amor nunca está errado ou deve ser limitado pela escravidão do medo.

 

No entanto, é preciso entender os níveis de violência da sociedade, as neuroses provocadas por ela e mesmo as graves psicopatias oriundas de traumas de violência.

 

Não se deve ter medo das relações interpessoais, mas é importante manter certos cuidados diante dos problemas sociais e dos números alarmantes de doenças mentais que levam a vários graus de violência.

 

Chegamos a uma situação intolerável de feminicídio, o que já pode denotar uma patologia social. A cada seis horas e meia uma mulher é morta no Brasil e não há uma política estruturante para resolver o grave problema, que é tratado apenas com raras campanhas educativas e lamentos diante dos fatos.

 

Vejo como necessário a transversalização nas escolas de programas humanísticos, com a discussão específica sobre as relações de gêneros e a importância do reconhecimento da mulher na construção da sociedade e da nossa humanidade.

 

É preciso abrir as escolas nos fins de semana para que essa discussão alcance as famílias.

 

Não bastam as campanhas esporádicas. É imprescindível uma ação articulada Estado/Sociedade para construir novas gerações que se respeitem e inibir as condutas agressivas das atuais gerações.

 

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**Lúcio Carril é sociólogo, ex-secretário executivo da Secretaria de Política Fundiária do Estado do Amazonas, ex-delegado federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário e especialista em gestão e políticas públicas pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
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