* Por Lúcio Carril - Já li vários textos nas redes sociais condenando as vaias ao Ciro Gomes na manifestação do fora, Bolsonaro de sábado passado, na avenida paulista.
Também achei inoportuna. Mas quem trouxe as vaias na testa foi o Ciro e não a militância do PT.
Ciro é desagregador, coronel mimado, titubeante, desbocado e, por último, disseminador de fake news.
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O que ele e seus acólitos esperavam numa manifestação que reunia milhares de militantes da esquerda, depois de ter produzido notícia falsa de que o Lula usava jatinho da Prevent Sênior para viajar? Ora, se nossa militância não o vaiasse seria muita covardia.
Só não achei correta a tentativa de violência física contra a militância cirista.
Mas vaiar o Ciro foi uma resposta civilizada à sua postura indecente e oportunista.
Quem deve ter responsabilidade com o fora, Bolsonaro é o Ciro como liderança que é e não a massa de militante. Esta reage de acordo com o que lhe chega pronto. Se a liderança joga sujo, a reação é de rejeição. Se a liderança joga limpo, coerente, cisca pra dentro, recebe aplausos.
Ciro precisa de muitas vaias para saber respeitar. Se ele não se emendar, mais vaias virão.
*Lúcio Carril é sociólogo, ex-secretário executivo da Secretaria de Política Fundiária do Estado do Amazonas, ex-delegado federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário e especialista em gestão e políticas públicas pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
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