16 de Maio de 2026

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Política - 16/05/2026

Operação contra Castro agrava inferno astral de Flávio Bolsonaro junto de Vorcaro e Ciro

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Foto: Reprodução/Google

Mandado de busca e apreensão contra ex-governador do Rio cria terceira frente de desgaste para pré-candidato do PL em apenas uma semana

A operação da Polícia Federal (PF) contra o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL) nesta sexta-feira abre uma terceira frente de desgaste para o presidenciável do partido, Flávio Bolsonaro, no intervalo de apenas uma semana. O revés do aliado agrava seu inferno astral no momento em que Flávio tentava contornar a crise aberta com a revelação da negociação nebulosa de R$ 134 milhões junto a Daniel Vorcaro e a operação da PF contra o aliado Ciro Nogueira (PP-PI), outrora cotado como seu vice, no inquérito do Banco Master.

 

Castro é o pré-candidato do PL ao Senado Federal no Rio de Janeiro na chapa do presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas, a aposta de Flávio para o palanque fluminense de sua campanha presidencial. A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e é relacionada às suspeitas de fraudes na refinaria Refit, do empresário Ricardo Magro, radicado nos Estados Unidos e alvo de pedido de prisão do magistrado.

 

A PF acionou a Interpol para incluir o empresário na lista de difusão vermelha da entidade. Nos bastidores da política, a decisão de Cláudio Castro de demitir em 2023 o então procurador-geral do estado, Bruno Dubeux, foi vista como uma manobra para blindar a Refit e o grupo econômico de Magro, já que Dubeux atuava para cobrar bilhões de reais sonegados pelo empresário. No seu lugar foi nomeado Renan Saad, que também foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta sexta.

 

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Além de colocar o PL nas páginas policiais, a operação contra Castro amplia a pressão sobre Ruas, seu ex-secretário. Ao lado de Flávio, eles lideraram uma manobra política para que o deputado fosse eleito presidente da Alerj e assumisse o governo e sua poderosa máquina após a renúncia do então governador para evitar a cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Como Cláudio Castro estava sem vice desde 2025 e o então dirigente da Assembleia, Rodrigo Bacellar (União Brasil), estava afastado do cargo pela Justiça, a expectativa era que Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, assumisse o Palácio Guanabara por alguns dias até que a Alerj elegesse Ruas como seu novo presidente, o que o alçaria como governador interino.

 

A estratégia, contudo, foi frustrada por uma liminar do ministro do STF Cristiano Zanin, que manteve Couto no exercício do cargo até que a Corte decida se a sucessão de Castro deve ocorrer por meio de eleições diretas ou indiretas. Desde então, o governador-desembargador já assinou mais de 1.600 exonerações, parte delas relacionadas a funcionários fantasmas.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

As demissões atingiram feudos ligados a Cláudio Castro e aliados, desidratando o capital político de Douglas Ruas e, consequentemente, o palanque de Flávio no estado. Além disso, tudo indica que o julgamento sobre a liminar de Zanin será protelado até as eleições de outubro, o que deve manter Couto no governo até a posse do próximo governador em 6 janeiro de 2027.

 
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Se o imbróglio jurídico em torno da sucessão fluminense já representava um revés para Flávio, a operação contra Castro e as suspeitas sobre o investimento do governo dele em títulos do Banco Master através do fundo de pensão do estado, o Rioprevidência, traz ainda mais tensão para o tabuleiro político do PL. Os dois escândalos serão o elefante na sala da campanha de Ruas no período eleitoral e um prato cheio para o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD), que abrirá seu palanque no Rio para o presidente Lula e tem atacado frequentemente o pré-candidato do PL e o ex-governador. 

 

Fonte: com informações O Globo

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