08 de Junho de 2026

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Economia - 08/06/2026

Opep+ eleva meta de produção de petróleo, mas guerra no Irã limita efeito da decisão

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Foto: Eric Thayer/Bloomberg

Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã aprovaram aumento de 188 mil barris por dia para julho.

A Opep+ aprovou no domingo (7) um novo aumento em suas metas de produção de petróleo para julho, em meio aos impactos da guerra no Irã sobre o mercado global de energia. Segundo comunicado da Opep+, sete países da aliança decidiram elevar a meta coletiva em 188 mil barris por dia no próximo mês. A decisão foi tomada em uma reunião virtual entre Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã.

 

A medida, no entanto, deve ter efeito limitado neste momento, de acordo com a Bloomberg. O bloqueio das exportações do Golfo Pérsico, provocado pela guerra no Irã, impede a maioria desses países de transformar o aumento das cotas em produção efetiva. Com o Estreito de Ormuz praticamente fechado, produtores do Oriente Médio foram forçados a reduzir a produção.

 

A Bloomberg afirma que, por enquanto, a decisão da Opep+ permanece em grande parte simbólica. O aumento poderá ganhar relevância quando a hidrovia for reaberta, em um cenário de compradores em busca de petróleo para recompor estoques globais. “Neste momento, estamos basicamente falando de cenários futuros hipotéticos com a maior parte dos barris encalhados”, disse à Bloomberg Helima Croft, chefe de estratégia de mercados de commodities da RBC Capital Markets.

 

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Retirada de cortes

 

 

No comunicado, a Opep informou que o aumento faz parte da retirada gradual de cortes voluntários anunciados em abril de 2023. A organização afirmou ainda que os ajustes podem ser revertidos parcial ou totalmente, de forma gradual, conforme a evolução das condições de mercado. Pela tabela divulgada pela Opep, Arábia Saudita e Rússia terão os maiores incrementos em julho, de 62 mil barris por dia cada. O Iraque terá alta de 26 mil barris por dia; o Kuwait, de 16 mil; o Cazaquistão, de 10 mil; a Argélia, de 6 mil; e Omã, de 5 mil.

 

Prejuízo na Rússia

 

Ainda segundo a Bloomberg, embora os embarques russos não sejam diretamente afetados pela guerra no Irã, a produção de petróleo bruto da Rússia também foi prejudicada. O país registrou em maio o menor nível de produção em dez meses, em meio à intensificação de ataques da Ucrânia contra sua infraestrutura petrolífera. A Bloomberg informou ainda que o aumento da oferta nos Estados Unidos e a redução das compras chinesas impediram, até agora, uma disparada mais forte dos preços do petróleo.

 

Combustíveis como gasolina, diesel e querosene de aviação, porém, subiram durante o conflito, pressionando consumidores e ampliando o risco de desaceleração econômica. A Opep também informou no comunicado que os sete países pretendem compensar integralmente qualquer volume produzido acima da meta desde janeiro de 2024. O período de compensação foi estendido até o fim de dezembro de 2026.

 

Queda de produção em maio

 

Fotos: Eric Thayer/Bloomberg

 

O anúncio ocorre após a produção da Opep ter caído em maio ao menor nível em pelo menos 37 anos, segundo levantamento da Bloomberg. A produção dos 11 membros atuais do grupo recuou 1,22 milhão de barris por dia, para 16,33 milhões de barris diários, atingindo seu nível mais baixo em décadas e pressionada pelos efeitos da guerra no Irã e pelas interrupções no Golfo Pérsico. O Irã respondeu por mais da metade da queda, enquanto Kuwait e Arábia Saudita também registraram fortes reduções. A pesquisa de produção da Bloomberg é baseada em dados de rastreamento de navios, informações de autoridades e estimativas de consultorias como Rapidan Energy Group, FGE NexantECA, Kpler e Rystad Energy.

 

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Próxima reunião

 

Os sete países voltarão a se reunir em 5 de julho para revisar as condições de mercado, o cumprimento das metas e as compensações. Segundo a Bloomberg, a reunião ministerial completa da Opep+, agora formada por 21 países após a saída dos Emirados Árabes Unidos, está prevista para 29 de novembro.

 

Fonte: com infromações da Agência O Globo 

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