05 de Maio de 2026

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Internacional - 13/03/2025

ONU acusa Israel de 'atos genocidas' por ataques à saúde reprodutiva em Gaza

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Foto: Reprodução/Google

A missão diplomática israelense em Genebra afirmou que o país ?rejeita categoricamente as alegações infundadas?.

Uma investigação das Nações Unidas concluiu que Israel efetuou “atos genocidas” na Faixa de Gaza com a destruição sistemática de instalações de saúde sexual e reprodutiva.

 

A Comissão de Investigação da ONU afirma que Israel “atacou e destruiu de maneira intencional” o principal centro de fertilidade do território palestino. Além disso, bloqueou a entrada de medicação necessária para a gravidez, parto e cuidados neonatais. A missão diplomática israelense em Genebra afirmou que o país “rejeita categoricamente as alegações infundadas”.

 

A comissão, no entanto, acusa as autoridades israelenses pela “destruição parcial da capacidade reprodutiva dos palestinos em Gaza como grupo através da destruição sistemática do sistema de saúde sexual e reprodutiva”.Segundo os investigadores, a prática se enquadra em duas das cinco categorias definidas pela Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio: a “submissão intencional do grupo a condições de existência que acarretem sua destruição física, total ou parcial” e a imposição de “medidas destinadas a impedir nascimentos no grupo”.

 

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A comissão foi criada em maio de 2021 para investigar as supostas violações do direito internacional em Israel e nos Territórios Palestinos. Ela é presidida por Navi Pillay, ex-comissário da ONU para os Direitos Humanos, que já foi juíza no Tribunal Penal Internacional e presidiu o Tribunal Penal Internacional para Ruanda.

 

Israel acusa o painel de três investigadores de trabalhar “com uma agenda política tendenciosa e pré-determinada (…) em uma tentativa sem vergonha de incriminar as Forças de Defesa de Israel”.

 

 Destruição de 4.000 embriões 

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

O relatório afirma que os hospitais e departamentos de maternidade em Gaza foram sistematicamente destruídos, assim como a principal clínica de fertilização in vitro do território, bombardeada em dezembro de 2023. A comissão acredita que o ataque foi intencional e não encontrou nenhuma evidência confiável de uso militar da clínica, que armazenava 4.000 embriões.

 

Assim, a comissão conclui que a destruição “foi uma medida direcionada a impedir os nascimentos de palestinos em Gaza, o que é um ato genocida”. O relatório aborda o uso sistemático de violência sexual, reprodutiva e de gênero pelo exército israelense desde o início da guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.

 

Durante a semana, a comissão organizou audiências públicas em Genebra para ouvir vítimas e testemunhas de violência sexual. A investigação conclui que Israel estabeleceu mulheres e meninas civis como alvos diretos, atos que constituem crimes de guerra e contra a humanidade. Também estabelece que mulheres e meninas morreram vítimas de complicações vinculadas à gravidez e ao parto devido ao impacto na saúde reprodutiva das condições impostas pelas autoridades israelenses, “atos que representam um crime contra a humanidade de extermínio”.

 
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A comissão acrescentou que forçar as mulheres a se despirem em público, o assédio sexual e as ameaças de estupro fazem parte “dos procedimentos operacionais habituais” das forças israelenses em relação às palestinas. 

 

Fonte: com informações Revista IstoÉ

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