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Meio Ambiente - 14/05/2024

Onda de calor histórica: maio registra temperaturas médias até 8°C acima do normal; entenda a relação com as enchentes no RS

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Foto: Reprodução/Google

Quarta onde da calor do ano já dura mais de duas semanas, e é justamente sua duração atípica que preocupa meteorologistas e afeta situação no Sul do Brasil. Curitiba e São Paulo estão no topo da lista das mais quentes no mês.

Enquanto o Rio Grande do Sul enfrenta enchentes históricas devido a sucessivas frentes frias, o Centro-Sul do Brasil está derretendo sob uma onda de calor sem precedentes. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) revelam que a primeira semana de maio registrou temperaturas médias até 8°C acima do esperado para o período.

 

Esta é a quarta onda de calor registrada desde o início do ano, iniciada em 23 de abril. Inicialmente prevista para terminar na primeira semana de maio, a onda de calor persiste e deve durar até 17 de maio. Após uma breve trégua nesta terça e quarta-feira, o calor intenso deve retornar no fim da semana. Confira as cidades com maiores variações de temperatura em maio:

 

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- Curitiba (PR): 23,1°C, 8°C acima da média;
- São Paulo (SP): 25,3°C, 7,1°C acima da média;
- São Joaquim (SC): 17,2°C, 5,7°C acima da média;
- Morro da Igreja (SC): 14,8°C, 5,6°C acima da média;
- Brasília (DF): 22,6°C, 5,4°C acima da média;
- Rio de Janeiro (RJ): 26,5°C, 4,5°C acima da média;
- Porto Alegre (RS): 21,4°C, 4,5°C acima da média;
- Belo Horizonte (MG): 24,4°C, 3,9°C acima da média;
- Canela (RS): 16,3°C, 2,9°C acima da média;
- Goiânia (GO): 24,8°C, 2,8°C acima da média.

 

O meteorologista Giovani Dolif, do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden), destaca que a variação das temperaturas máximas no outono, período próximo ao inverno, é alarmante. "O que chama atenção é a duração prolongada dessas máximas elevadas. Estamos vivendo uma sequência de meses com extremos climáticos", comenta Dolif. Fábio Luengo, meteorologista da Climatempo, reforça a intensidade e a duração incomum da onda de calor. "Uma onda de calor típica dura até sete dias, mas esta já ultrapassa duas semanas", ressalta Luengo.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

A persistente onda de calor é resultado de um bloqueio atmosférico que impede a passagem de frentes frias para o Centro-Sul do Brasil. Este bloqueio mantém as temperaturas elevadas e concentra as frentes frias no sul, gerando tempestades severas no Rio Grande do Sul. Dolif explica que o encontro do ar quente com o ar frio no Rio Grande do Sul provoca a formação de nuvens de tempestade, resultando nas chuvas intensas que causam as enchentes. "Se o bloqueio persistir, mais chuva será esperada, agravando a situação das enchentes", alerta Dolif.

 

Nesta terça-feira, o nível do Guaíba voltou a subir após novas chuvas, aumentando a preocupação de que a água avance sobre Porto Alegre. Apesar de haver pontos de alagamento, a situação na capital ainda é controlada, mas a ameaça continua a crescer.

 

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A persistente onda de calor e as consequentes enchentes no Sul evidenciam a necessidade urgente de monitoramento climático e medidas de adaptação para enfrentar esses extremos meteorológicos cada vez mais frequentes.

 

Fonte: com informações do G1

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