21 de Abril de 2026

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Saúde - 30/01/2022

Omicron lota hospitais causando o arrependimento e morte de quem negava a ?picada experimental?

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Foto: Reprodução

Termo viral entre negacionistas, seja por motivos ideológicos ou de saúde, foi relatado a médicos por pacientes que não resistiram à doença sem a imunizaçãoPelos hospitais do país, a maioria dos internados com coronavírus não tem o esquema vacinal complet

Termo viral entre negacionistas, seja por motivos ideológicos ou de saúde, foi relatado a médicos por pacientes que não resistiram à doença sem a imunização


Pelos hospitais do país, a maioria dos internados com coronavírus não tem o esquema vacinal completo. E há quem sequer tenha tomado a primeira dose. No Rio de Janeiro, por exemplo, essa situação atinge quase metade dos pacientes. Com a vacinação incompleta, o percentual chega a 90%.

 

No Distrito Federal, a situação é a mesma, com 90% dos internados na rede pública sem vacina ou com o ciclo de imunização incompleto. Também em São Paulo, no Hospital Emílio Ribas, referência no estado, 76% não têm todas as doses.a o diretor-geral do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, o médico Roberto Rangel, antes de afirmar que o sentimento de culpa também é muito comum entre pacientes não vacinados e familiares. 

 

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“Um jovem que não se vacinou, optou por não se vacinar… esse paciente ele ficou durante muito tempo entubado, por vários momentos a gente achou que ia perdê-lo“, conta o diretor da casa que foi referência na cidade do Rio de Janeiro, durante o auge da pandemia.

 

 

“Felizmente, ele teve alta. Apesar da felicidade de estar vivo e de ter condições de ir para casa, no momento da alta ele se emocionou muito e emocionou muito a equipe e a família“, diz Rangel, segundo a transcrição da Rádio CBN Online.

 

“Porque a família toda tinha feito a parte dela e se vacinado, e ele era o único que não tinha se vacinado. E ele dizia o tempo inteiro que, se ele estava saindo de cadeira de rodas, é porque ele não tinha seguido os conselhos que os pais tinham dado“, conclui a narrativa, iniciando outra em seguida:

 

“Um caso que chamou muito atenção e comoveu muito a equipe foi o caso de um pai que recebeu a notícia do falecimento do filho, que era um jovem. E esse pai, além da tristeza da perda, ele se culpava muito pelo o que tinha acontecido porque ele que falava com o filho para não se vacinar, porque ele não acreditava na vacina e ele não acreditava que a doença era tão devastadora a ponto de perder de perder seu próprio filho“, lamentou Rangel.

 

Segundo a matéria das jornalistas Rayssa Cerdeira e Luana Vicentina, cerca de 69% das pessoas estão com as duas doses ou a dose única da vacina contra a Covid-19 no Brasil. Os estados com menor índice são Roraima, com 56%, e Amapá, com 57%. Já os mais avançados na vacinação são Piauí e São Paulo. Os dois têm pouco mais de 83% das pessoas completamente imunizadas.

 

Médicos são categóricos ao afirmar que pacientes que se negam a tomar a vacina levantam argumentos dos mais diversos, que vão desde motivos político-ideológicos até religiosos, passando por medo dos efeitos colaterais.

 

 

Assim como os absurdos que lemos nas redes sociais sobre suas opiniões fantasiosas, as quais ficamos incrédulos de que seja uma opinião legítima, alguns dizem até que o imunizante é “experimental”.

 

“Não precisa 20 anos agora para gente fazer uma vacina. A gente já tem tecnologia, tem conhecimento prévio, tem a ciência investindo nisso, e tem muito recurso investido nisso“, diz a médica infectologista e doutora em Ciência pela Faculdade de Medicina da USP, Cristhiene Rodrigues, detalhando os processos científicos na esperança de alcançar as pessoas que se perdem nas narrativas negacionistas do presidente Jair Bolsonaro. “Muito dinheiro foi disponibilizado, ao redor do mundo, baseado na ciência, para que a gente conseguisse uma vacina rapidamente“.

 

O presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha, lembra que, sem vacina, a gente não estaria aqui hoje: “Nós temos já bilhões de doses de vacinas Covid aplicadas no mundo. São vacinas extremamente seguras“.

 

Fotos: Reprodução

 

“Podem causar eventos adversos? Até podem. A imensa maioria não tem nada, parte das pessoas vai ter eventos adversos leves ou moderados, como febre, mal-estar e dor no local. E os eventos adversos graves são raríssimos“, explica, minimizando os horrores das mentiras contadas, especialmente por bolsonaristas. Depois, Cunha faz um apelo:

 

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“Acreditem nas vacinas. Todas as vacinas que nós temos liberadas, não só de Covid mas as outras, são seguras e eficazes. E graças às vacinas nós conseguimos controlar e eliminar outras doenças“.

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