23 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Política - 07/01/2022

Ômicron, Delta, influenza, 'flurona', enchentes, rebelião do funcionalismo. E daí?, dirá Bolsonaro. E DAÍ?, DIRÁ BOLSONARO

Compartilhar:

E o ministro da Saúde? Levou três semanas para se manifestar sobre a autorização da Anvisa para vacinar crianças de 5 a 11 anos

Por Eliane Cantanhêde - É uma provocação barata e desnecessária do presidente Jair Bolsonaro sair de um hospital de São Paulo e no mesmo dia pegar outro voo para ir a um jogo de futebol de cantores sertanejos em Goiás. Dos jet skis, das férias do Natal, das férias do ano-novo e da nova obstrução direto para a campanha eleitoral. Governar, que é bom, necas.

 

E que tal mandar interromper as férias do seu médico no Caribe para em seguida cair num jogo de futebol, enquanto inundações e enchentes da Bahia se estendem por Maranhão, Tocantins, Paraná, Minas e a própria Santa Catarina das férias presidenciais, ameaçando a vida, as casas e os bens de milhares de brasileiros?

 

Veja também 

 

Saiba como distinguir Ômicron de uma gripe comum, os sintomas da nova variante são diferentes dos casos clássicos de Covid-19; confira

Covid: Ministério da Saúde não exigirá receita para vacinação infantil

 

ctv-rm1-bolsonaro050122

Que tal mandar interromper as férias do seu médico no Caribe para em seguida

cair num jogo de futebol enquanto inundações e enchentes se estendem

pelo País ameaçando a vida, as casas e os bens de milhares

de brasileiros? (Foto: Marcelo Chello/AP)


Enquanto isso, também, a Ômicron já matou o primeiro brasileiro, em Goiás, e a covid corre solta mundo afora e acende o sinal vermelho no Rio, São Paulo, Minas, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul, além do DF, onde o número de casos deu um salto de 900% do Natal aos primeiros dias de 2022.

 

Como os brasileiros não deram ouvidos a Bolsonaro e se vacinaram, a contaminação é alta e o índice de mortes, baixo. Tudo isso, porém, está embolado com gripe comum, dengue, até a “flurona”, contaminação por covid e influenza, que confunde a população, atordoa os médicos, pressiona o sistema de saúde.

 

E o ministro da Saúde?

 

 

Levou três semanas para se manifestar sobre a autorização da Anvisa para vacinar crianças de 5 a 11 anos. E que manifestação! No conteúdo: menos de 4 milhões de doses para 20 milhões de crianças em janeiro, e as aulas começam em fevereiro. Antes de encomendar as doses, é preciso apurar a “demanda”, ou o quanto os pais querem vacinar seus filhos.


Na forma: em vez de conclamar a população para vacinar as crianças e liderar a campanha pró-vacina, segura e necessária para as crianças e para estancar a pandemia, Marcelo Queiroga e seus assessores demonstraram desconforto e resignação diante do inevitável e da pressão da opinião pública.

 

Fotos: Reprodução

 

E, enquanto Bolsonaro volta das férias e do hospital para a campanha, o funcionalismo se rebela contra o aumento só de policiais, ameaçando paralisação nacional dia 18. E o efeito já começou, com dois navios com capacidade de 17,5 mil toneladas de trigo cada no Porto de Santos e 800 caminhões em Roraima. O estopim foi a Receita, mas se espalha pelas demais carreiras de Estado, finanças, segurança, diplomacia e MP...

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 

Assim, 2022 começa com Delta, Ômicron, crianças sem vacina, influenza, flurona, inundações, rebelião de funcionários e crescimento zero, inflação, juros altos, desemprego e fome. E o presidente? Ah! Viajando em jet ski, carro do Beto Carrero... e na maionese. “E daí?”, dirá Jair Bolsonaro.  

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.