Projeto do novo marco fiscal mantém período de cálculo da inflação mais prejudicial para gastos em 2024.
O arcabouço fiscal apresentado nesta terça-feira em relatório do senador Omar Aziz retira do teto da nova regra fiscal o Fundeb, o Fundo Constitucional do Distrito Federal e os investimentos em ciência e inovação.
Mas não alterou o que o governo gostaria, o período de cálculo da inflação para corrigir as despesas do orçamento. O governo queria que o relator Omar Aziz voltasse ao texto original. Nele, a correção da despesa seria de acordo com a inflação do ano anterior de janeiro a dezembro, sendo a taxa de fato apurada até junho, e a projetada nos meses de julho a dezembro.
Na Câmara, isso foi alterado para a inflação em 12 meses terminada em junho. Ocorre que exatamente este ano a inflação em doze meses em junho será a mais baixa do ano. A diferença é entre corrigir por 3,5% ou mais de 5% daria uma despesa maior de cerca de R$ 40 bi. O que isso significa na prática? É a diferença entre poder gastar mais ou menos no ano que vem.
Veja também

Governo Lula autoriza mais de 14 mil vagas em concursos públicos
CPMI do 8 de Janeiro ouve Ex-Diretor Geral da Polícia Rodoviária Federal nesta terça (20)
.jpg)
Foto: Reprodução
Para complicar ainda mais, o PL pediu vistas do projeto na Comissão de Assuntos Econômicos. A matéria volta na quarta para discussão. De qualquer forma, o projeto deve retornar à Câmara pelas mudanças de despesas que ficam fora do teto do arcabouço, e demorará um pouco mais para ser aprovado.
Fonte: com informações do Portal O Globo
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.