08 de Maio de 2026

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Violência contra Mulher - 30/05/2024

Oito em cada 10 mulheres que atuam na defesa da Amazônia Legal são vítimas de violência

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Foto: Reprodução/Google

Oito em cada 10 defensoras de direitos humanos e do meio ambiente relatam sofrer algum tipo de violência

Uma pesquisa inédita realizada pelo Instituto Igarapé mostra que 8 em cada 10 defensoras de direitos e do meio ambiente sofreram alguma forma de violência enquanto atuavam na Amazônia brasileira, em 2021. Violência moral e física são os tipos mais frequentes entre os casos reportados.

 

Em pelo menos 30% dos casos, as vítimas desconhecem a identidade dos agressores. O instituto ouviu 132 mulheres dos estados do Acre, Amazonas, Maranhão, Pará e Roraima.

 

Os dados revelam que 100 delas já foram vítimas de violência motivadas por disputa pela posse de terra, exploração ilegal de madeira e minérios preciosos ou por causa da expansão do agronegócio. Pelo menos, 27 já sofreram mais de um tipo de violência e 12 disseram ter sofrido violência de mais de um agressor.

 

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Segundo as informações coletadas pelo Instituto Igarapé, os cinco principais tipos de violência relatados por essas mulheres são: violência moral (27% do total de registros), violência física pessoal (19,7%), ameaça pessoal sem uso de armas (14,2%), violência psicológica (10,8%); e violência ou ameaça contra familiares (9,5%). A maioria das vítimas é preta (63%), seguida de pardas (41%) e indígenas (23%).

 

Para a Andreia Bonzo, Diretora Adjunta do Programa de Segurança Climática do Instituto Igarapé, os casos na maioria das vezes são negligenciados pelo poder público.“A publicação da pesquisa é de suma importância tanto para a qualificação do debate, como para dar visibilidade a distintos tipos de violências que são em sua maioria negligenciados. E sobretudo, para que o poder público e a sociedade civil possam fortalecer as redes de apoio e de proteção que permitam a continuidade segura do trabalho fundamental dessas defensoras”, afirma a pesquisadora.

 

Muitas vítimas, como o caso de Claudia* – líder de uma comunidade rural que atuava na defesa do direito à terra – para se proteger tiveram que deixar a região onde moravam depois das agressões.Outras tiveram que entrar no Programa de Proteção de Defensores, do governo federal, como a líder quilombola Geralda* – que após sofrer ameaça de morte por defender a preservação do meio ambiente, inclusive pelo próprio marido, abandonou a região acompanhada das três filhas.

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Outro problema relatado pelas defensoras é a invasão de grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas em algumas regiões. A líder quilombola Flávia conta que, ao defender a terra que ocupa, recebeu ameaças de traficantes.A pesquisa foi realizada através de um formulário on-line entre 14 de outubro e 2 de novembro de 2021. Os nomes das mulheres que decidiram tornar público seus casos foram trocados para proteger as vítimas.

 
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Só em 2020, 1398 mulheres foram mortas na Amazônia Legal, segundo dados das Secretarias Estaduais de Segurança da Amazônia Legal. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 14 milhões de mulheres vivem nesta região que abrange nove estados da Região Norte. Pouco mais da metade delas – 7,5 milhões – vivem em municípios com registro de conflitos 

 

Fonte: com informações do Portal CNN Brasil

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