18 de Abril de 2026

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Saúde - 03/10/2025

Obesidade atinge 7 em cada 10 adultos no Brasil e acende alerta na saúde

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Foto: Freepik

Para lidar com a condição de forma segura, entidade reforça a importância de uma abordagem individualizada e multiprofissional

Com mais de 70% da população adulta brasileira acima do peso, segundo dados do Ministério da Saúde, o país enfrenta uma verdadeira epidemia de obesidade. O número de pessoas obesas dobrou nos últimos 17 anos, e o excesso de peso já atinge também crianças e adolescentes. Diante desse cenário, cresce a busca por soluções rápidas — muitas vezes perigosas — como o uso de medicamentos para emagrecimento sem prescrição e acompanhamento adequado.


No Brasil, os mais conhecidos são o Ozempic e o Mounjaro, ambos de uso controlado, com exigência de prescrição médica. As chamadas ‘canetas emagrecedoras’ atuam imitando hormônios naturais do corpo, que ajudam a controlar o apetite, retardar o esvaziamento gástrico e melhorar o metabolismo da glicose, favorecendo a perda de peso.


“O uso sem orientação pode causar efeitos como náuseas, vômitos, diarreia, constipação, desidratação e até hipoglicemia em pessoas sem diabetes”, alerta o supervisor farmacêutico da rede Santo Remédio, Jhonata Vasconcelos.

 

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Segundo ele, as farmácias têm observado um crescimento expressivo da busca por esses medicamentos. Como forma de reforçar o controle, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a exigir, desde maio, a retenção das receitas para venda desses produtos — como já acontece com antibióticos. A receita tem validade de 90 dias após a emissão.

 

Orientação profissional

 


Para lidar com a obesidade de forma segura, a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso) reforça a importância de uma abordagem individualizada e multiprofissional. A recomendação é que o tratamento envolva médicos, nutricionistas, educadores físicos e psicólogos, sempre com base nas necessidades de cada paciente. A orientação é motivada pelos riscos à saúde nos casos em que não há acompanhamento adequado.


A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a obesidade como um dos principais desafios de saúde pública global. Estima-se que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos terão sobrepeso, sendo que mais de 700 milhões poderão ser classificados como obesos.


“A obesidade deve ser acompanhada por um médico, que avaliará cada caso e indicará o tratamento adequado, sempre de forma integrada. Somente ele pode definir se há necessidade do uso de medicamentos emagrecedores”, reforça Jhonata.



Cuidados essenciais

 

Fotos: Freepik


Mesmo quando há prescrição médica, o uso das canetas emagrecedoras exige atenção especial. Jhonata Vasconcelos reforça que é importante manter o acompanhamento do peso e os exames periódicos indicados pelo médico. “Testes de glicemia, função renal, hepática e da tireoide podem precisar ser monitorados”, comenta.


Também é necessário manter um armazenamento adequado dos medicamentos, especialmente em regiões mais quentes, como o Amazonas. A indicação é guardar as canetas na geladeira, em uma temperatura entre 2?°C e 8?°C, mas nunca congelar. A depender do fabricante, pode ter um tempo limitado de conservação fora da refrigeração. Essas dúvidas podem ser esclarecidas na bula ou diretamente com um farmacêutico.

 

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“É preciso ter cuidado ainda com a administração correta. A aplicação é subcutânea (na cama de gordura logo abaixo da pele), no abdômen, coxa ou braço, sempre respeitando as orientações quanto à técnica e alternando os locais para evitar irritações”, afirma o farmacêutico. Por fim, o profissional reforça que o tratamento medicamentoso precisa ser acompanhado de uma mudança no estilo de vida. Isso porque as canetas emagrecedoras não substituem uma alimentação equilibrada e a prática regular de atividade física.  

 

Fonte: Com informações Repercussão

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