23 de Abril de 2026

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Violência contra Mulher - 08/05/2023

O tráfico de pessoas existe e precisa ser enfrentado

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Foto: Reprodução

Mácula da sociedade contemporânea, epidemia esquecida no século 21, atividade gera superávit para o crime organizado, este é o tráfico de pessoas.

O tráfico de pessoas é o resultado do fracasso de nossas sociedades e economias, ao não conseguir implantar políticas públicas eficientes e capazes de proteger os mais vulneráveis. A covid-19 colocou o mundo em xeque, evidenciando desigualdades abissais que estão na raiz da escravidão contemporânea. Em tempos de pandemias, desastres naturais, guerras e catástrofes em geral, as pessoas em situação de vulnerabilidade ficam ainda mais desprotegidas e expostas à ação de aliciadores, que as seduzem com falsas promessas de emprego, garantias de melhor qualidade de vida e perspectivas de futuro.

 

Com a finalidade de exploração sexual comercial, trabalho escravo ou comercialização de órgãos, o tráfico de pessoas gera superávit econômico para o mundo do crime organizado. Vivendo em escassez, sem condições de superar desafios impostos pela globalização, normalmente associados às formas mais insidiosas da violência, milhares de pessoas se submetem a vender desde partes de seus corpos, ou até seus corpos inteiros, para mercados globais de órgãos. Também oferecem seus filhos para serviços sexuais e outras explorações que deixam cicatrizes permanentes. A escravidão contemporânea é uma mácula no mundo globalizado.

 

Segundo a Organização das Nações Unidas, a lucratividade financeira do tráfico de pessoas já se equipara ao tráfico de drogas e armas. O número de pessoas traficadas no planeta atinge a casa dos 2,5 milhões, movimentando 30 milhões de dólares anualmente. O Brasil é um dos países campeões no mundo em relação ao fornecimento de seres humanos para o tráfico internacional. Trata-se de uma epidemia esquecida no século 21.

 

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Os criminosos não perderam tempo em ajustar seus modelos de negócio frente às novas rotinas criadas pelo coronavírus, especialmente pelo uso e abuso da Internet, celulares e redes sociais. Na mesma velocidade das mídias sociais o crime organizado avança e se fortalece, fincando rapidamente seus tentáculos no vácuo deixado pelo Estado.

 

Apesar de ter avançado no campo da elaboração da política e de três planos nacionais de enfrentamento ao tráfico de pessoas, o Brasil não consegue produzir relatórios oficiais referenciados por dados científicos, capazes de mensurar a dimensão do crime que “coisifica” pessoas, transformando-as em objetos de consumo. As políticas públicas não podem ser efetivadas devido à ausência de orçamentos que limitam o desenvolvimento de ações preventivas, repressivas e de proteção às pessoas vitimadas.

 

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Fotos: Reprodução

 

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Sem embargo, as políticas públicas de enfrentamento ao tráfico de pessoas devem estar constituídas por preceitos centrais para efetivação de uma cidadania plena, fundada na garantia de igualdade e no acesso aos direitos básicos e humanos. Por isso é fundamental que tais violações sejam denunciadas. O Governo federal conta com dois canais: o Disque 100 e o Ligue 180. A omissão da sociedade também fortalece essa cadeia criminosa. Denuncie.

 

Fonte: com informações do Portal Istoé 

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