21 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Política - 22/02/2024

O que Polícia Federal quer que Bolsonaro explique em depoimento; ex-presidente ficará em silêncio

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

Ex-presidente será questionado sobre reunião ministeral com teor golpista e mensagens trocadas entre ex-asssessores que motivaram a deflagração da Operação Tempus Veritatis, no último dia 8

O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi intimado a prestar depoimento para a Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 22, sobre um planejamento de golpe de Estado por ele e seus aliados após as eleições de 2022. A PF quer que ele dê explicações sobre a trama, que foi descoberta por mensagens trocadas entre seus assessores e na gravação de uma reunião ministerial com teor golpista em julho de 2022. O ex-presidente deve ficar calado durante a oitiva.

 

No último dia 8, Bolsonaro foi alvo da Operação Tempus Veritatis junto a seus ex-ministros, ex-assessores e militares de alta patente. Por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o ex-presidente teve o seu passaporte apreendido e está proibido de deixar o País.

 

Em uma decisão de 135 páginas, Moraes mostrou que os alvos da operação estavam planejando a execução de um golpe de Estado em uma organização formada por, pelo menos, seis diferentes tipos de atuação. Segundo a Polícia Federal, as tarefas das frentes tinham três objetivos: desacreditar o processo eleitoral, planejar e executar o golpe de Estado e abolir o Estado Democrático de Direito.

 

Veja também 

 

Brasil propõe ao G20 aliança global contra a fome e pobreza

G20: Mauro Vieira critica paralisia da ONU em conflitos armados

 

 

Nesta segunda-feira, 19, a defesa de Bolsonaro pediu o adiamento do depoimento, afirmando que o ex-presidente não iria prestar esclarecimentos sobre o caso até ter acesso às conversas recuperadas nos celulares apreendidos na investigação. Moraes rejeitou o pedido e disse que não cabe ao ex-presidente escolher o dia do interrogatório.

 

Além de Bolsonaro, outros alvos da Tempus Veritatis também foram intimados a prestar depoimento à PF. São eles: o coronel e ex-ajudante de ordens Marcelo Costa Câmara, o ex-assessor Tércio Arnaud Tomaz e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

 

Bolsonaro será questionado sobre conversas em torno de minuta golpista

 

 

 

Bolsonaro será questionado pela PF sobre conversas recuperadas no celular do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência, e o general Marco Antônio Freire Gomes, que era o então comandante do Exército. As trocas de mensagens sugerem que o ex-presidente ajudou a redigir e a editar uma minuta golpista.

 

Em uma decisão de 135 páginas, Moraes mostrou que os alvos da operação estavam planejando a execução de um golpe de Estado em uma organização formada por, pelo menos, seis diferentes tipos de atuação. Segundo a Polícia Federal, as tarefas das frentes tinham três objetivos: desacreditar o processo eleitoral, planejar e executar o golpe de Estado e abolir o Estado Democrático de Direito.

 

Nesta segunda-feira, 19, a defesa de Bolsonaro pediu o adiamento do depoimento, afirmando que o ex-presidente não iria prestar esclarecimentos sobre o caso até ter acesso às conversas recuperadas nos celulares apreendidos na investigação. Moraes rejeitou o pedido e disse que não cabe ao ex-presidente escolher o dia do interrogatório.Além de Bolsonaro, outros alvos da Tempus Veritatis também foram intimados a prestar depoimento à PF. São eles: o coronel e ex-ajudante de ordens Marcelo Costa Câmara, o ex-assessor Tércio Arnaud Tomaz e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

 

Reunião com teor golpista deve ser tema de interrogatório da PF

 

 

 


Bolsonaro também será questionado sobre a reunião que fez com os seus ministros no dia 5 de julho de 2022, três meses antes das eleições presidenciais. No encontro, que foi gravado por Mauro Cid por ordem de Bolsonaro e sem o conhecimento da equipe do governo passado, o ex-presidente incentivou a divulgação de desinformações sobre o processo eleitoral e disse que não era o caso do então ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira "botar tropa na rua, tocar fogo e metralhar".

 

Em outro momento, o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Augusto Heleno, que também foi alvo da Tempus Veritatis, revelou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) iria colocar infiltrados na campanha de adversários. Bolsonaro cortou a fala e disse que o assunto seria tratado em particular pelos dois.

 

Bolsonaro foi intimado a prestar depoimento pela oitava vez

 

 

 

Essa é a oitava vez que o ex-presidente foi intimado para prestar depoimentos na PF desde que deixou a Presidência.Em agosto e em outubro, ele foi à sede da corporação em Brasília para dar esclarecimentos sobre a atuação de um grupo de empresários que defendia um golpe de Estado em mensagens trocadas pelo WhatsApp. Na segunda vez em que compareceu na corporação para falar sobre o caso, o ex-presidente ficou em silêncio e entregou suas considerações por escrito.

 

Em julho, o ex-presidente foi para a PF depor sobre uma suposta reunião golpista denunciada pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES) que envolveria, além do ex-presidente, o ex-deputado Daniel Silveira, preso desde fevereiro do ano passado.Do Val declarara que Silveira havia proposto uma gravação clandestina de Alexandre de Moraes na tentativa de induzir o ministro a falar "algo no sentido de ultrapassar as quatro linhas da Constituição". Bolsonaro negou a existência do plano e disse que nada foi dito sobre Moraes.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Em maio, Bolsonaro falou sobre o escândalo das fraudes nos cartões de vacinação da covid-19 dele e da sua filha, Laura. Durante o depoimento, o ex-presidente reafirmou que nunca se vacinou e negou ter envolvimento na adulteração das informações nos sistemas do Ministério da Saúde.A primeira ida de Bolsonaro à sede da PF ocorreu em abril, quando ele foi convocado a explicar a sua participação no caso da venda ilegal de joias da Presidência da República, que foi revelado pelo Estadão um mês antes. No interrogatório, o ex-presidente negou que tenha usado a estrutura do governo na sua gestão para se apropriar dos itens preciosos.

 

Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.
 

Também em abril, o ex-chefe do Executivo teve que explicar qual foi a sua conduta em relação ao ataque às sedes dos Três Poderes no 8 de Janeiro. Dois dias após o ataque aos prédios públicos, Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais questionando a lisura e a confiabilidade das eleições de 2022. A postagem foi apagada horas depois.

 

 Fonte: com informações do Portal Correio Braziliense

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.