Presidente chegou a interceder pelo país vizinho em conversa com Donald Trump
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou os ataques dos Estados Unidos à Venezuela que resultaram na captura do ditador Nicolás Maduro. No entanto, esta não foi a primeira vez que ele defendeu a Venezuela e sua soberania, tendo feito discursos fortes nos últimos meses e tentando mediar um diálogo entre os dois países.
Em outubro, Lula já havia afirmado que uma “intervenção armada na Venezuela seria catástrofe humanitária e precedente perigoso”. “Passadas mais de quatro décadas desde a Guerra das Malvinas, o continente sul-americano volta a ser assombrado pela presença militar de uma potência extrarregional (…). Os limites do direito internacional estão sendo testados. Uma intervenção armada na Venezuela seria uma catástrofe humanitária para o hemisfério e um precedente perigoso para o mundo”, afirmou durante a Cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu.
Além disso, sem citar o presidente Donald Trump, Lula também afirmou que nenhum presidente deveria dar palpite ou se intrometer na realidade da Venezuela. “Todo mundo diz que a gente vai transformar o Brasil na Venezuela. O Brasil nunca vai ser a Venezuela, e a Venezuela nunca vai ser o Brasil, cada um será ele [próprio]. O que defendemos é que o povo venezuelano é dono do seu destino, e não é nenhum presidente de outro país que tem que dar palpite de como vai ser a Venezuela ou vai ser Cuba”, disse Lula em evento do PCdoB, em Brasília.
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Outro ponto importante do discurso e das ações de Lula foi que o petista se ofereceu a Donald Trump para mediar o diálogo entre Venezuela e Estados Unidos. Lula e Trump se reuniram em Kuala Lumpur, na Malásia, e segundo o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, Lula disse a ele que a América do Sul é uma região de paz e que é necessário buscar soluções aceitáveis.

Fotos: Reprodução/Google
“O presidente Lula levantou o tema e disse que a América Latina e a América do Sul, onde estamos, é uma região de paz. E ele se prontificou a ser um contato, um interlocutor, como já foi no passado, com a Venezuela, para se buscar soluções que sejam mutuamente aceitáveis e corretas entre os dois países”, afirmou Vieira no dia do encontro.
Fonte: com informações Veja
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