01 de Maio de 2026

NOTÍCIAS
Internacional - 23/07/2025

O que esperar da nova rodada de negociações entre Rússia e Ucrânia

Compartilhar:
Foto: Reprodução/Google

Representantes de ambos os países se reúnem em Istambul, na Turquia, para tratar de uma possível troca de prisioneiros ? enquanto ataques feitos por drones se intensificam nos céus ucranianos.

Esta quarta-feira, 23, será marcada por mais uma rodada de negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, que travam um conflito armado desde 2022. Representantes de ambos os países se reúnem em Istambul, na Turquia, para tratar de uma possível troca de prisioneiros – enquanto ataques feitos por drones se intensificam nos céus ucranianos.

 

As discussões serão lideradas pelo secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, Rustem Umerov, que também mediou as duas sessões anteriores. Analistas internacionais, porém, encaram a situação como uma formalidade diplomática, com poucas esperanças em relação a um acordo definitivo de paz.

 

Veja também 

 

'19 pessoas morreram de fome em 24 horas': o desespero em Gaza enquanto Israel lança nova operação

Pelo menos 35 pessoas morrem em naufrágio no Vietnã

Histórico de negociações anteriores

 

 

 


Outras duas negociações foram realizadas, também na Turquia, em 16 de maio e 2 de junho. Nas ocasiões, não houve grande progresso sobre um cessar-fogo definitivo, mas milhares de prisioneiros de guerra foram trocados e restos mortais de soldados foram devolvidos.

 

Segundo o professor de Relações Internacionais da PUC-SP Laerte Apolinário, as rodadas anteriores foram marcadas por “forte tensão e poucos avanços concretos”. Ele explica que ambas as delegações saíram frustradas, principalmente pela resistência dos dois lados em ceder suas posições. “A nova rodada tende a seguir a mesma linha, de diálogo limitado, com foco em medidas paliativas”, avalia.

 

Em consonância, o professor de relações internacionais da ESPM, Gunther Rudzit, também acredita que as negociações desta quarta-feira continuarão em ritmo semelhante às anteriores. Para ele, nenhuma das partes está disposta a ceder, mas ainda precisam se mostrar abertas diplomaticamente para manter interesses particulares. “O governo ucraniano entendeu que tem que se mostrar favorável a uma negociação para ter o apoio de [Donald] Trump, e o governo russo parece que também começou a entender que tem que parecer favorável uma negociação para tentar culpar a Ucrânia de não fechar um acordo”

 

Perspectivas do novo encontro

 

Apesar da reunião entre representantes russos e ucranianos ser uma avanço diplomático, internacionalistas não enxergam a ocasião como uma grande promessa de paz. Para Laerte, as expectativas da nova rodada de negociações são “modestas”, com mais foco em ações humanitárias e criação de confiança. “Umerov tem adotado uma postura pragmática, priorizando temas humanitários, como a troca de prisioneiros, retorno de crianças deportadas e a preparação para um eventual encontro entre líderes. Não se trata ainda de discutir um cessar-fogo amplo, mas sim de tentar construir confiança mínima entre as partes.

 

O próprio Kremlin já sinalizou que os objetivos dos acordos continuam os mesmos – ou seja, a Rússia exige que a Ucrânia saia totalmente dos territórios anexados e que abra mão da sua candidatura à OTAN, o que Kiev não aceita.

 

‘Fator Trump’ e possibilidades de um cessar-fogo

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Uma vez que o conflito também é influenciado por forças internacionais – especialmente em relação à Ucrânia, que depende de recursos ocidentais para se manter viva na guerra – , a política estadunidense parece “dar o tom” das dinâmicas diplomáticas dos dois países. Desde que voltou à cadeira da presidência, Donald Trump indica que o apoio ao ucraniano Volodymyr Zelensky não é responsabilidade dos EUA e já se mostrou disposto a conversar com o líder russo Vladimir Putin, o que desagrada a União Europeia.

 

“Acredito que as promessas de Trump de negociar diretamente com Putin e de revisar o apoio militar à Ucrânia têm enfraquecido a posição ucraniana à mesa e encorajado o Kremlin a adotar uma postura mais ofensiva nos últimos meses”, sugere o professor Laerte. O professor Gunther ressalta, porém, que a gestão de Trump deve continuar com ajuda bélica no conflito, mesmo que indiretamente: “O governo americano vai seguir com esse padrão que estabeleceu recentemente, de vender equipamento militar para os países da OTAN, e os europeus transferem para a Ucrânia, aponta.

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

 

De todo modo, os dois especialistas concordam que as expectativas de um cessar-fogo definitivo são muito baixas. Na visão de ambos, as medidas que podem resultar da reunião desta quarta-feira serão, no máximo, de cunho humanitário ou soluções paliativas. “Espero estar errado, mas acredito que um cessar-fogo ainda não está próximo. Apesar do desgaste militar e humanitário, especialmente após a intensificação dos ataques com drones, nenhum dos lados vê vantagem estratégica em parar agora. A Rússia busca consolidar seus ganhos territoriais, enquanto a Ucrânia segue insistindo na pressão internacional e no desgaste russo”, lamenta Laerte. 

 

Fonte: com informações Revista IstoÉ

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.