Tabu para umas, motivo de vergonha para outras, o líquido em abundância que escorre da vagina depois de um orgasmo é perfeitamente normal, mas a ciência ainda conhece muito pouco sobre ele
O toque seco do lençol dá lugar para “poças enormes” de líquido, a ponto de precisar trocá-lo a cada relação sexual ou mesmo depois de se masturbar. O que sai de dentro dela não é xixi, mas ejaculação feminina, que também é conhecida como squirting – termo que, em inglês, significa “esguichando”.
A primeira vez que isso aconteceu foi com o primeiro namorado. “Demorei muito a conseguir gozar. Sentia aquela sensação parecida com a vontade de fazer xixi, que é o esguicho, e ficava insegura e com medo. Logo que consegui nem acreditei, precisei olhar a cama e assimilar. Com sorte já era um namorado e éramos muito íntimos, então nunca senti vergonha”, conta. “Meu parceiro fixo atualmente já sente escorrer uns 30 segundos antes do orgasmo.”
O squirting, como Larissa ilustra, é quando o orgasmo e o prazer sexual são tão intensos que a vagina libera líquidos e fluidos. Além de ser um dos tabus relacionados à sexualidade feminina, essa imagem da ejaculação é mais vinculada aos homens e a outras pessoas com pênis (como mulheres trans, travestis e algumas pessoas não binárias e intersexo), e nunca a mulheres e outras pessoas com vulvas (como, além de intersexos e não binárias, homens trans).
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No pornô, o squirting chegou a se tornar categoria, e frequentemente se vê mulheres soltando jatos fortes de líquidos da vagina. No entanto, não necessariamente a ejaculação feminina vem em jatos. Além disso, não são todas as pessoas com vulva que chegam ao ponto de ter um squirting – na verdade, ele é tido pela comunidade científica como algo raro de acontecer. Mas isso não quer dizer que quem não tenha essa ejaculação não tenha chegado ao orgasmo.
Como conseguir um squirting?
Fotos: Reprodução/Google
Mesmo com o avanço da medicina, parte das definições e características do que seria um squirting continuam desconhecidas. Para se ter ideia, até hoje não se sabe ao certo qual é a composição do tal líquido que escorre por entre as pernas – tampouco se sabe como definitivamente separar o que é ejaculação feminina e o que é urina.Uma das poucas coisas que se sabe sobre o squirting e que tem respaldo científico é que a enzima PDE5, que é encontrada na ejaculação masculina, também está presente na vagina. Um estudo feito na Universidade de Aquila, na Itália, aponta que essa enzima fica concentrada nas glândulas de skene, que ficam localizadas na vulva, bem próximas à uretra.
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Na ciência, essas glândulas ganharam o nome de próstata feminina. A possível explicação é que, quando elas são estimuladas de forma prazerosa, os ductos levam esse líquido para a uretra, o que resulta no squirting.
Fonte: com informações do Portal G1
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