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Comportamento - 12/05/2024

O que as mulheres realmente querem no Dia das Mães

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Foto: Reprodução/Google

Muito mais do que flores e massagens, elas querem a mudança de direitos trabalhistas

Flores e massagens são bons presentes, mas o que as mães realmente querem é uma mudança sistêmica nas diretrizes formais do trabalho.Segundo uma pesquisa da socióloga Caitlyn Collins, as mães não esperam nenhum tipo de apoio e costumam se culpar por não serem capazes de “fazer tudo”.Mulheres que recebem suporte para lidar com duas vidas profissionais e pessoais trazem retorno econômico e político para as empresas nas quais trabalham.

 

Não me entenda errado, eu amo flores, principalmente gerberas rosas.No entanto, esse não é o presente que eu quero de Dia das Mães.Transformamos a data comemorativa em outra meramente comercial. Embora seja bom dar um banho de amor nas mães, estamos perdendo a oportunidade de pensar sobre o que elas realmente precisam em 2019.

 

Em vez de flores e um bom brunch, o que realmente precisamos é de uma mudança sistêmica para mães trabalhadoras, especialmente para aquelas que não são remuneradas. Em comparação aos pais, elas – ainda – passam muito mais tempo cuidando das crianças e das tarefas domésticas. Esse “trabalho invisível”, composto por todas as horas não pagas da vida de uma mãe, vai se acumulando.

 

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O “muro materno” (termo utilizado para denominar os estereótipos e as formas de discriminação enfrentados por uma mãe) é uma coisa muito real. Aproximadamente quatro a cada 10 mães que trabalham dizem que reduziram suas horas no escritório para cuidar dos filhos – o que, inevitavelmente, afeta o processo de ascensão na empresa e mantém as mulheres longe dos cargos de liderança. Se queremos apoiar nossas mães e seus objetivos de carreira, deve haver uma mudança estrutural concreta.Ela fez algumas recomendações que podem soar como senso comum, mas são altamente relevantes na sociedade em que vivemos.

 

Os Estados Unidos, assim como diversos países ao redor do mundo, têm benefícios menos generosos e um compromisso público menor com pessoas que precisam cuidar de outras pessoas. Além disso, o país tem uma das mais altas diferenças salariais entre homens e mulheres e está entre as nações ocidentais com as maiores taxas de pobreza materna e infantil. Para completar, a pesquisa de Caitlyn surpreende ao mostrar que mães norte-americanas não esperam nenhum tipo de apoio e costumam se culpar por não serem capazes de “fazer tudo”.

 

Eu, por exemplo, já me senti exatamente dessa maneira. Acreditava ser essa mulher poderosa e profissional que conseguiria facilmente trabalhar mais do que 40 horas por semana se tivesse os truques certo para cuidar dos filhos. Quando me encontrei no meio disso, sem dormir e fazendo visitas frequentes ao hospital, percebi que estava exausta demais para me dar conta de que mães trabalhadoras deveriam receber mais apoio, que é o caso de alguns países.Podemos aprender muito com outras nações que dão esse tipo de suporte, mas temos um longo caminho a percorrer até que todos os países ofereçam o que todas as mães merecem.

 

De acordo com Caitlyn, algumas recomendações básicas podem fazer muita diferença para as mães:

 

 

 

– Acesso universal a creches: isso começaria com o maternal e, depois, avançaria para outras etapas de ensino, como jardim da infância;

 

– Mudar a expressão “equilíbrio entre a vida profissional e pessoal” para “justiça entre a vida profissional e pessoal”: existem vantagens políticas e econômicas quando apoiamos as famílias por meio de diretrizes formais, que valorizam a capacidade de equilibrar família e trabalho.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Se olharmos para as estatísticas, não há como negar que as mães são as pessoas responsáveis por fazer a maior parte das tarefas domésticas e dos cuidados com os filhos. As mães que trabalham são as que mais se beneficiariam dessas políticas de assistência infantil e licença parental remunerada.

 

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Então, qual é o melhor presente para o Dia das Mães deste ano? Compre flores, reserve uma massagem, mas também pense fora da caixa. Pense no que tornaria a vida realmente mais fácil para sua mãe e para todas as mães. 

 

Fonte: com informações do Portal Forbes

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