Especialistas explicam o que muda se você decidir aumentar a frequência de sexo e como o ?desafio? dos cem dias consecutivos podem impactar na vida do casal
Você já se perguntou se o aumento na prática sexual pode influenciar a libido? Encarar o sexo como uma atividade física ou tão comum quanto beber água pode transformá-lo em um hábito na sua rotina, mas será que isso eleva o desejo? Segundo a psicóloga e sexóloga Carla Cecarello, embora o sexo esteja relacionado ao hábito, não se pode afirmar que ele aumente a vontade. “Não é a quantidade que traz o aumento da libido; você pode estar apenas cumprindo uma tabela. Quanto mais você pratica um sexo positivo e satisfatório, mais vontade terá de praticá-lo”, explica Cecarello.
Para a fisioterapeuta pélvica e sexóloga Débora Pádua, a prática regular de sexo pode influenciar a libido, mas não é uma relação direta e simples. “Estudos sugerem que a atividade sexual pode aumentar os níveis de hormônios como a oxitocina e a dopamina, associados ao prazer e ao desejo. A prática regular de sexo pode melhorar a autoimagem e a conexão emocional com o parceiro, o que, por sua vez, pode aumentar a libido”, esclarece Pádua.
O "desafio" de praticar sexo por cem dias consecutivos, como o revelado pela atriz Heloísa Perissé, pode reacender a chama da intimidade para alguns casais. Débora Pádua acredita que essa prática pode ser benéfica, desde que ambos estejam dispostos a explorar essa experiência juntos. “A prática sexual contínua traz muitos benefícios, como a conexão emocional e melhorias na comunicação entre o casal. Contudo, é importante estar preparado para momentos de cansaço físico e mental, e evitar que a atividade se torne uma obrigação”, pondera Pádua.
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Foto: Freepik
Carla Cecarello enfatiza que a frequência sexual não está necessariamente ligada ao aumento da libido. “Praticar sexo apenas por obrigação não aumenta a vontade. No entanto, sexo de qualidade e satisfatório pode, sem dúvida, aumentar o desejo”, afirma. Débora Pádua complementa que a prática regular de sexo pode ter diversos benefícios fisiológicos, psicológicos e emocionais, como melhora na circulação sanguínea, elevação dos níveis hormonais, aumento da autoestima e fortalecimento da intimidade entre os parceiros.
Diversos fatores podem impactar o interesse pela prática sexual, desde o tipo de parceria e o momento de vida até questões como estresse no trabalho. A idade também influencia na frequência sexual, com jovens geralmente tendo mais vontade de praticar devido à fase de descobertas e experimentações. Na meia-idade, a frequência pode diminuir devido a responsabilidades e mudanças hormonais, enquanto na idade avançada, a saúde física e mental e a qualidade do relacionamento tornam-se cruciais.
Em todas as fases da vida, fatores psicológicos e emocionais, como autoestima, imagem corporal e intimidade emocional, podem influenciar a frequência sexual. Além disso, no início de um relacionamento, a paixão tende a aumentar a frequência sexual, embora isso possa diminuir com o tempo.
Assim, enquanto o hábito de fazer sexo pode não necessariamente aumentar a libido, um sexo positivo e satisfatório certamente pode intensificar o desejo e fortalecer a conexão entre os parceiros.
Fonte: com informaçõe do gshow
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