20 de Abril de 2026

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Educação - 26/03/2025

O Impacto da crise climática na educação amazônica

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Foto: Reprodução/Google/Montagem Portal Mulher Amazonica

O prejuízo financeiro dessa destruição já ultrapassa R$ 1,6 bilhão, sendo o Amazonas o estado mais afetado

A crise climática está devastando não apenas florestas e comunidades, mas também o futuro de milhares de crianças na Amazônia Legal. Segundo um levantamento da InfoAmazonia, desde 1991, 86% dos danos às escolas municipais da região foram causados por inundações, chuvas intensas, enxurradas e alagamentos.

 

O prejuízo financeiro dessa destruição já ultrapassa R$ 1,6 bilhão, sendo o Amazonas o estado mais afetado, responsável por 65% das perdas. Mas os números vão além das cifras: representam milhares de estudantes sem acesso à educação devido à destruição de infraestruturas escolares.

 

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A relação entre mudanças climáticas e educação na Amazônia é direta e alarmante. O aumento da frequência e da intensidade dos desastres naturais compromete não apenas as estruturas físicas das escolas, mas também a continuidade do aprendizado.

 

Muitos alunos enfrentam longos períodos sem aulas devido à falta de infraestrutura adequada, dificuldade de acesso e ausência de políticas emergenciais eficazes. Em algumas comunidades ribeirinhas, escolas inteiras são engolidas pela água, obrigando crianças a percorrer grandes distâncias ou até mesmo abandonar os estudos.

 

 

 

Especialistas apontam que enfrentar esse desafio exige investimentos em infraestrutura resiliente, planejamento estratégico e políticas públicas voltadas para a adaptação climática. Algumas soluções incluem:

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

• Construção de escolas flutuantes, como já ocorre em algumas áreas ribeirinhas, permitindo o funcionamento mesmo em períodos de cheia.
• Adaptação das estruturas escolares, elevando as construções para evitar danos em inundações.
• Ampliação do ensino remoto e híbrido, garantindo que os alunos continuem estudando mesmo quando o deslocamento se torna inviável.
• Criação de protocolos emergenciais, com planos de contingência para minimizar a interrupção das aulas após desastres naturais.

 
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A crise climática não é uma ameaça distante—ela já está comprometendo o acesso à educação na Amazônia. Sem políticas eficazes e investimentos urgentes, milhares de crianças e adolescentes continuarão sendo vítimas não apenas das enchentes, mas também da negligência governamental. Garantir a educação diante desse cenário não é apenas uma questão ambiental, mas um direito fundamental que precisa ser protegido.

 

Portal Mulher Amazônica

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