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Mulher na Política - 24/02/2025

O dia da conquista do voto feminino: Uma luta histórica pela democracia

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Foto: Reprodução/Google/Montagem Portal Mulher Amazonica

A conquista do voto feminino foi um marco na história da democracia mundial. Durante séculos, as mulheres foram excluídas do processo político, sendo consideradas cidadãs de segunda classe. No entanto, a luta incansável de ativistas e movimentos feministas resultou em avanços significativos ao longo do tempo.

 

O primeiro país a conceder o direito ao voto para as mulheres foi a Nova Zelândia, em 1893. Em seguida, a Austrália adotou o sufrágio feminino em 1902, seguido por diversos países europeus e americanos no início do século XX. A Finlândia (1906) e a Noruega (1913) também se destacaram como pioneiras nesse direito. Nos Estados Unidos, o voto feminino foi garantido em 1920, com a 19ª Emenda à Constituição.

 

No Brasil, a luta pelo sufrágio feminino foi impulsionada por mulheres como Bertha Lutz, uma das principais líderes feministas do país. A primeira grande conquista ocorreu em 1932, quando o Código Eleitoral Brasileiro, promulgado pelo então presidente Getúlio Vargas, reconheceu o direito das mulheres ao voto. Em 1934, a Constituição Federal consolidou esse direito sem restrições, permitindo que todas as mulheres pudessem participar das eleições.

 

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O Amazonas teve um papel histórico na conquista do sufrágio feminino no Brasil. Em 1928, antes mesmo da legislação federal, o estado permitiu que mulheres votassem. Esse fato inédito foi impulsionado por uma decisão do governador Efigênio Sales, tornando-se um exemplo de avanço para o restante do país.

 

Quem Foi a Primeira Mulher a Votar no Brasil?

 

 

Celina Guimarães Viana, a primeira mulher votar no Brasil

 

A primeira mulher a votar no Brasil foi Celina Guimarães Viana, no Rio Grande do Norte, em 1927. Seu voto foi possível devido a uma decisão pioneira da Justiça Eleitoral do estado, que permitiu o alistamento de mulheres.

 

 

Esse episódio se tornou um marco na história dos direitos femininos no Brasil e ajudou a fortalecer a luta pelo sufrágio feminino em todo o país.

 

 

 

A conquista do voto feminino foi fruto de anos de luta e resistência de mulheres em diversas partes do mundo. No Brasil, essa vitória se consolidou graças a figuras como Bertha Lutz e Celina Guimarães Viana, bem como iniciativas pioneiras em estados como o Amazonas e o Rio Grande do Norte. O direito ao voto representa um passo fundamental para a igualdade de gênero e a consolidação da democracia.

 

 

 

Na década de 1920, um dos grupos mais importantes na causa sufragista foi criado: a Liga pela Emancipação Intelectual da Mulher (LEIM), associação que passou a chamar-se Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, em 1922. Essa associação lutava pela equiparação de direitos, o que incluía o sufrágio feminino. 

 

 

 

Em 25 de outubro de 1927, foi aprovada a lei estadual nº 660, no estado do Rio Grande do Norte. Essa lei, que só vigorava no território potiguar, determinava que as mulheres teriam direito ao voto. Esse fato representou um grande avanço para a causa sufragista, e uma grande divulgação da lei aconteceu com o objetivo de promover a causa nacionalmente. A primeira mulher que se alistou nesse estado foi a professora Celina Guimarães, na cidade de Mossoró.

 

 

 

O Rio Grande do Norte também foi pioneiro em outro fato: em uma cidade desse estado, a primeira mulher tomou posse de um cargo político eletivo. Isso se deu em 1928, quando Alzira Soriano venceu a eleição para a prefeitura de Lages. Ela recebeu 60% dos votos e foi empossada como prefeita da cidade potiguar em 1º de janeiro de 1929.

 

 
 
 
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Sua gestão ficou conhecida pelo desenvolvimento de obras de infraestrutura, como a construção de estradas e escolas e melhorias no sistema de iluminação pública. O mandato de Alzira, no entanto, não foi longo.

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Ela foi afastada da prefeitura após a Revolução de 1930, pois não concordava com o movimento que levou Vargas à presidência. Hoje, lembrar dessa conquista é essencial para refletirmos sobre a importância da participação feminina na política e na construção de sociedades mais justas e igualitárias.
 

 

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