18 de Maio de 2026

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manchete - 18/05/2026

'O BRASIL PRECISA SAIR DO ATRASO A QUE FOI SUBMETIDO DURANTE TODO O SÉCULO XX', DIZ LULA

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Foto: Ricardo Stuckert / PR

Presidente participou, nesta segunda-feira (18/5), em Campinas (SP), da inauguração de novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, que ampliarão a capacidade de pesquisa do país em diversas em áreas estratégicas

Ao dirigir-se, nesta segunda-feira, 18 de maio, em Campinas (SP), a algumas das mentes mais brilhantes da ciência brasileira no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exaltou todo o potencial dos brasileiros e brasileiras. Discursando em um dos centros de pesquisa mais avançados do planeta, cujos trabalhos impulsionam o desenvolvimento e a tecnologia em diversas áreas, Lula ressaltou que investir em ciência não é um gasto. Pelo contrário, é uma necessidade fundamental para o país.

 

O Brasil precisa sair do atraso a que ele foi submetido durante todo o século XX e toda a sua história. Nós vamos provar que o Brasil deixou de conquistar muita coisa porque a gente não fez investimento. E a decisão de fazer investimento aqui é porque é necessário”, frisou o presidente. Durante a agenda, Lula acompanhou a inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, cujo nome dado pelo CNPEM é uma homenagem à estrela mais brilhante do céu noturno. As novas linhas vão ampliar a capacidade brasileira de pesquisa em áreas estratégicas como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais. Lula participou, ainda, do lançamento da pedra fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, desenvolvido com o objetivo de fortalecer a soberania tecnológica nacional na área da saúde.

 

O presidente também recebeu informações atualizadas sobre o andamento das obras do Orion, um complexo laboratorial para pesquisas avançadas em patógenos, financiado pelo Novo PAC, que compreenderá instalações de máxima contenção biológica (NB-4) inéditas na América Latina, sendo as primeiras do mundo conectadas a uma fonte de luz síncrotron, no caso, o Sirius. “O Brasil, muitas vezes, precisa explicar por que a gente deixou de fazer tantas coisas em momentos em que a gente poderia ter feito. Nós, aqui no Brasil, somos tratados como um país colonizado. E o pessoal lá de cima sempre trata a gente com certo desdém. E, muitas vezes, a nossa cultura também nos obriga a nos comportar como se nós fôssemos nada”, analisou o presidente para, em seguida, exaltar: “Esse projeto aqui, que vocês chamam de laboratório, chamam de instituição, é um projeto que pode dar ao Brasil uma respeitabilidade mundial para que nenhum ser humano do mundo ache que o Brasil é inferior”, prosseguiu.

 

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LUZ SÍNCROTRON

 

 

A luz síncrotron é um tipo de radiação eletromagnética extremamente brilhante que se estende por um amplo espectro, isto é, ela é composta por diversos tipos de luz, desde o infravermelho, passando pela luz visível e pela radiação ultravioleta e chegando aos raios X. Com o uso dessa luz especial é possível penetrar a matéria e revelar características de sua estrutura molecular e atômica para a investigação de todo tipo de material.

 

“Quando as linhas de luz se ligarem ao Orion, será a única do planeta, única do mundo”, ressaltou a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos. “É assim que a gente tem que seguir, com essa busca por cada vez mais exaltar a inteligência brasileira. A pandemia deixou uma lição clara: não existe soberania sem ciência e tecnologia. Investir em ciência é investir no futuro do Brasil. O fruto da nossa inteligência não tem preço. Ter paixão pelo Brasil não é retórica, é atitude”, prosseguiu a ministra. O fruto da nossa inteligência não tem preço. Ter paixão pelo Brasil não é retórica, é atitude”

 

ANÁLISES DIVERSAS

 

 

 

O amplo espectro da luz síncrotron permite realizar diferentes tipos de análise com as diferentes radiações que a compõem. Já seu alto brilho permite experimentos extremamente rápidos e a investigação de detalhes dos materiais na escala de nanômetros. Com a luz síncrotron, é também possível acompanhar a evolução no tempo de processos físicos, químicos e biológicos que ocorrem em frações de segundo.

 

INOVAÇÃO RADICAL EM SAÚDE

 

 

 

A iniciativa visa ampliar o desenvolvimento nacional de tecnologias estratégicas voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), como biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos e novos diagnósticos. O lançamento da pedra fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, reforça, portanto, os investimentos do Governo do Brasil em infraestrutura científica de alta complexidade, inovação tecnológica e soberania nacional. “A ciência brasileira precisa estar a serviço da vida, da redução das desigualdades, da construção de um país soberano, justo e preparado para o futuro”, afirmou o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda.

 

“Os investimentos previstos aqui ultrapassam R$ 600 milhões(para os próximos cinco anos) e demonstram que o nosso governo voltou a acreditar na ciência, nas universidades, nos institutos de pesquisa, na capacidade criativa do povo brasileiro. Mais do que financiar estruturas, estamos formando competências nacionais, fortalecendo o complexo econômico-industrial da saúde e criando condições para que o Brasil deixe de ser apenas consumidor de tecnologia e passe a ser produtor de soluções estratégicas para o mundo”, prosseguiu Adriano Massuda.

 

CONSTRUÇÃO COLETIVA

 

 

 

Diretor-geral do CNPEM, Antonio José Roque da Silva celebrou a presença do presidente Lula no Centro e destacou a longa trajetória que levou o país a este nível de excelência. “Esta cerimônia não fala apenas sobre infraestrutura científica. Ela fala sobre a capacidade de um país construir coletivamente instituições, conhecimento e futuro. O que vemos aqui hoje é o resultado de décadas e décadas de trabalho coletivo, confiança institucional, investimento contínuo em pessoas, principalmente, em conhecimento. O futuro não se constrói sozinho. O futuro é sempre uma construção coletiva”.

 

O futuro não se constrói sozinho. O futuro é sempre uma construção coletiva” “Campinas respira inovação. Campinas tem um ecossistema de inovação de tecnologia importantíssimo e esse investimento nessas quatro linhas e esse projeto de parceria com o Ministério da Saúde é fundamental, não para a cidade de Campinas, mas para o País”, completou o prefeito de Campinas, Dário Saadi.

 

INOVAÇÃO EM SAÚDE

 

 

 

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais será o primeiro centro-âncora do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, reunindo competências em biotecnologia, inteligência artificial, genômica, biofabricação e desenvolvimento de dispositivos médicos e diagnósticos avançados. O CNPEM reunirá capacidades avançadas em pesquisa e inovação para impulsionar o desenvolvimento nacional de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs), biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos, diagnósticos disruptivos e outras tecnologias estratégicas para a saúde pública brasileira.

 

COMPETÊNCIAS

 

 

 

A parceria prevê também a construção de um novo prédio que deve integrar competências em biotecnologia, genômica, inteligência artificial, plataformas microfluídicas e tecnologias avançadas de imageamento e biologia estrutural, consolidando um ambiente voltado à aceleração da inovação em saúde, por meio da conexão e da integração de diferentes atores envolvidos no processo de inovação radical.

 

MENOS DEPENDÊNCIA TECNOLÓGICA

 

 

 

O Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde contribuirá para reduzir a dependência de tecnologias importadas e fortalecer a capacidade nacional de desenvolver soluções em saúde alinhadas às necessidades do SUS e da população brasileira. A iniciativa favorece a articulação entre ciência, inovação, setor produtivo e políticas públicas, ampliando a capacidade do país de responder a desafios sanitários, estimular o desenvolvimento econômico e tecnológico e acelerar a chegada de novas soluções ao sistema público de saúde.

 

SIRIUS – O acelerador de partículas Sirius, com 68 mil metros quadrados, funciona como um “supermicroscópio”. Diferentemente da câmera que capta paisagens e pessoas, essa imensa máquina é capaz de analisar estruturas em escala atômica, ou seja, consegue revelar detalhes das estruturas dos átomos e apoiar pesquisas avançadas em diferentes áreas do conhecimento. Com o equipamento, considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil e uma das mais avançadas fontes de luz síncrotron do mundo, o País integra o grupo restrito de nações com fonte de luz síncrotron de quarta geração.

 

PRODUÇÃO NACIONAL

 

 

O Sirius atende pesquisadores do Brasil e do exterior em estudos sobre saúde, energia, agricultura, meio ambiente, novos materiais, entre outras. Entre 85% e 90% dos componentes do Sirius foram produzidos ou desenvolvidos no Brasil, fortalecendo cadeias industriais de alta precisão e a engenharia nacional e o equipamento é uma das mais avançadas fontes de luz síncrotron do mundo. Conheça as quatro linhas de luz síncrotron inauguradas pelo presidente Lula :

 

LINHA DE LUZ TATU

A linha de luz Tatu é a primeira a ser inaugurada no contexto da segunda fase do projeto Sirius. Financiada pelo Novo PAC, com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, será a primeira em uma fonte de luz de quarta geração a operar na faixa dos terahertz. A linha permitirá investigar fenômenos em materiais quânticos, sistemas nanofotônicos e biomoléculas, capazes de analisar estruturas em escala nanométrica. As pesquisas desenvolvidas na Tatu poderão contribuir para avanços em áreas como telecomunicações, computação e processamento de dados baseado em luz, além de ampliar as possibilidades de investigação em ciência de materiais e sistemas biológicos.


LINHA SAPUCAIA

A linha Sapucaia é voltada para estudos com nanopartículas, proteínas, polímeros, catalisadores, medicamentos, fluidos humanos e terapias, além de pesquisas no contexto da parceria científica entre Brasil e China.

 

 


LINHA QUATI

A linha Quati permitirá investigações avançadas em materiais para as indústrias petroquímica e farmacêutica, além de pesquisas em terras raras e minerais críticos.


LINHA SAPÊ

As pesquisas realizadas na linha de luz Sapê terão impactos no desenvolvimento de materiais avançados, com aplicações em energia, saúde e infraestrutura, bem como em materiais supercondutores e semicondutores, estes últimos importantes para o desenvolvimento de novos chips para a indústria eletrônica.


PROJETO ORION

O projeto Orion permitirá ao Brasil estudar patógenos com infraestrutura inédita na América Latina. O Orion vai fortalecer a capacidade nacional no desenvolvimento de diagnósticos, vacinas, tratamentos e estratégias epidemiológicas, além de ampliar a soberania brasileira no enfrentamento de futuras crises sanitárias.

 

O CNPEM

 

 

Fotos: Ricardo Stuckert / PR

 

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) abriga um ambiente científico de fronteira, multiusuário e multidisciplinar, com ações em diferentes frentes do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Organização Social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o CNPEM é impulsionado por pesquisas que impactam as áreas de saúde, energia, materiais renováveis e sustentabilidade.

 

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Responsável pelo Sirius, maior equipamento científico já construído no Brasil, o CNPEM hoje desenvolve o projeto Orion, complexo laboratorial para pesquisas avançadas em patógenos. Equipes altamente especializadas em ciência e engenharia, infraestruturas sofisticadas abertas à comunidade científica, linhas estratégicas de investigação, projetos inovadores com o setor produtivo e formação de pesquisadores e estudantes compõem os pilares da atuação deste centro único no país, capaz de atuar como ponte entre conhecimento e inovação. As atividades de pesquisa e desenvolvimento do CNPEM são realizadas por seus Laboratórios Nacionais de: Luz Síncrotron (LNLS), Biociências (LNBio), Nanotecnologia (LNNano) e Biorrenováveis (LNBR), além de sua unidade de Tecnologia (DAT) e da Ilum Escola de Ciência, curso de bacharelado em Ciência e Tecnologia, com apoio do Ministério da Educação.

 

Fonte: com informaçõe sda Agência Gov 

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