O número é fruto de um capital eleitoral histórico que sempre o colocou brigando em todas as eleições que disputou.
Aos 82 anos, Amazonino Mendes (Cidadania) se despediu da vida pública nestas eleições, mostrando lucidez e disposição para contribuir no processo democrático do Amazonas.
Mesmo sem praticamente fazer campanha de rua, o Negão – como é carinhosamente chamado por seus simpatizantes – obteve 353.377 votos (18,56%) e incomodou os adversários até o final do primeiro turno.
O número é fruto de um capital eleitoral histórico que sempre o colocou brigando em todas as eleições que disputou.
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Desta vez, não conseguiu ir para o segundo turno.
Quatro vezes governador, três vezes prefeito de Manaus e uma vez senador da República, Amazonino se despede de uma vida pública de quase 40 anos — teve início em 1983 — fazendo um aceno ao povo.
Não declarou apoio nem a Wilson Lima (União Brasil) e nem a Eduardo Braga (MDB), e reconheceu a soberania e vontade popular.
“O povo é soberano. Sempre carreguei isso comigo. Agora o povo deu um recado muito claro de que aprovou o governo atual de forma muito incisiva”, disse.
Sem lado

“O meu espírito democrático me desautoriza a tomar qualquer partido. Que fique na soberania do povo o futuro do nosso Estado. E peço a Deus que ilumine a todos”, concluiu.
Grandes obras

Como todos os grandes políticos, Amazonino tem uma legião de fãs e também de críticos. Mas uma coisa é certa: seus feitos como gestor e político falam por si.
É “dono” de grandes obras no Estado, entre elas, a criação da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), além da restauração do Teatro Amazonas e a construção do Bumbódromo de Parintins.
Posicionamento

Se em relação ao Governo, Amazonino se absteve de apoiar um dos candidatos, no âmbito nacional, se posicionou.
Sob a justificativa de apoiar a Zona Franca de Manaus (ZFM), ele declarou voto ao ex-presidente Lula (PT).
Em 2018, vale lembrar, mesmo no PDT de Ciro Gomes, o Negão assim como a maioria dos brasileiros, deu um voto de confiança a Jair Bolsonaro.
Nova geração

Fotos: Reprodução
Se uns se despedem, outros buscam construir sua carreira na política local.
O governador Wilson Lima e o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), por exemplo, que com o vigor e capacidade que já demonstraram têm condições de marcarem seus nomes no rol dos grandes do Estado.
Uma coisa ficou clara nessa eleição: a população virou a página para uma geração de políticos tradicionais no estado.
Fonte: Com informações do Portal Direto ao Ponto
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