O uso da castanha pode ter sido a causa da morte de uma estudante de Psicologia de Campo Grande (MS), Ana Cláudia Alves da Silva, de 38 anos, no início do mês. A suspeita, no entanto, ainda não foi confirmada.
Basta pesquisar por noz da Índia em sites de busca para se deparar com uma infinidade de benefícios prometidos pelo produto. O principal deles, de emagrecimento rápido até 12 quilos por mês , atrai pessoas para o consumo da semente, que pode se tornar perigoso devidos a possíveis efeitos colaterais. O uso da castanha pode ter sido a causa da morte de uma estudante de Psicologia de Campo Grande (MS), Ana Cláudia Alves da Silva, de 38 anos, no início do mês. A suspeita, no entanto, ainda não foi confirmada.
Segundo a nutricionista clínica e funcional Karen Levy Delmaschio, não há estudos científicos que comprovem a eficácia da noz da Índia na perda de peso, tampouco que isentem a semente de ser tóxica para o organismo. Por isso, a recomendação é não consumi-la até que haja pesquisas que apontem seus reais impactos na saúde.Tudo que existe até agora são especulações.
Não se sabe se a noz da Índia pode ser fatal ou não — diz Karen, colaboradora do Conselho Regional de Nutricionistas 4ª Região (CRN-4). — Deve-se evitar alimentos promissores para emagrecimento e melhora da saúde. O ideal é reeducação alimentar e atividade física. Os efeitos colaterais relatados são dor de cabeça, diarreia (pelo aumento da motilidade intestinal) e desnutrição decorrente da redução da absorção de gordura, que afeta o aproveitamento de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K).
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Além da perda de peso, outros benefícios prometidos pela noz da Índia são diminuição da celulite e da flacidez, aumento do tônus muscular, controle do colesterol, eliminação da gordura localizada e melhora do brilho do cabelo.
De acordo com o hepatologista Aecio Meirelles, ainda não se tem informações de estudos relatando danos ao fígado causados pelo consumo da semente. No entanto, o perigo de toxicidade existe.
— Há risco de hepatite (inflamação no órgão), que pode ser branda ou fulminante, e de cirrose, que pode exigir transplante hepático — afirma o médico do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais. — Ninguém tem controle sobre produtos não aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Fonte: com informações Extra
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