23 de Abril de 2026

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Política - 25/07/2022

Nova lei de improbidade administrativa beneficia políticos

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Foto: Reprodução

Corte decidirá em agosto se regras podem de fato manter candidaturas de quem teve condenação suspensa

As mudanças na lei de improbidade administrativa, aprovadas pelo Congresso e sancionadas pelo presidente Jair Bolsonaro no ano passado, levam a suspensões de condenações a políticos. Muitos deles poderão disputar eleições, driblando restrições que os enquadravam na Lei da Ficha Limpa. Na lista dos beneficiados estão velhos conhecidos dos eleitores, como os ex-governadores Anthony Garotinho (União Brasil-RJ) e José Roberto Arruda (PL-DF), o ex-prefeito Cesar Maia (PSDB-RJ) e o ex-ministro Eduardo Pazuello (PL-RJ).

 

A Lei de Improbidade Administrativa foi criada em 1992 com o objetivo de reduzir a sensação de impunidade, em meio ao impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. O principal argumento de parlamentares ao flexibilizá-la foi o de que era preciso atualizar a legislação para evitar excessos. A atual lei é menos dura do que a anterior e estabelece que, além da comprovação do ato de improbidade, é preciso demonstrar que houve a intenção de cometê-lo para garantir a punição dos políticos.

 

No caso de Arruda, ele não apenas está livre da condenação, como pode novamente ser candidato nas eleições deste ano. Já Garotinho segue impedido de se candidatar pela Lei da Ficha Limpa em razão de outra condenação que teve na Justiça Eleitoral.

 

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O ex-ministro Eduardo Pazuello (PL-RJ) — absolvido em maio, por causa da nova Lei de Improbidade, na ação que o responsabilizava pelo caos no sistema de saúde em Manaus, onde pacientes morreram asfixiados por falta de oxigênio em janeiro do ano passado — deve tentar uma vaga na Câmara.

 

No Supremo Tribunal Federal (STF), Arruda conseguiu decisões favoráveis do ministro André Mendonça, que anulou condenações impostas pela Justiça Comum em processos criminais, sob a alegação de que os casos deveriam ter sido analisados pela Justiça Eleitoral. No STJ, as condenações foram suspensas após as mudanças na Lei de Improbidade. Os casos têm relação com o período em que ele foi governador, entre 2007 e 2010, quando foi alvo da Operação Caixa de Pandora, que apurou um esquema de corrupção no governo local.

 

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No Rio de Janeiro, a elegibilidade de Garotinho teve vida curta. Isso porque o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado confirmou uma nova condenação, imposta pela primeira instância, por compra de votos. Garotinho ainda tentou um recurso no STF, mas o ministro Ricardo Lewandowski negou na segunda-feira um pedido para suspender a condenação. Pouco depois, o seu partido, o União Brasil, decidiu retirar sua pré-candidatura ao governo do Rio.

 

Fonte: Portal iG
 

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