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Geral - 23/03/2022

No MEC se usa o nome de deus em vão para algo bem conhecido: 'roubalheira', afirma jornal O Estado de São Paulo

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Foto: Reprodução

Bomba cai no colo da bancada evangélica do Congresso, um dos pilares de sustentação do governo, e atrapalha as crenças éticas de uns e os negócios de outros

Como se vê, a política de “Deus acima de todos” no Ministério da Educação não tem nada de religiosa, ideológica ou mesmo partidária e eleitoral, o que já seria escandaloso. É muito pior. É o uso do nome de Deus em vão, para algo que tem um nome bem conhecido: roubalheira.

 

O ministro Milton Ribeiro, ele mesmo um pastor, terá muita dificuldade em apontar onde está, afinal, o interesse público na mediação de dois pastores, sem qualquer vínculo com o MEC, e sem o menor prurido, para rachar as verbas da pasta para as prefeituras.

 

Depois de revelarem mais um gabinete oculto (ou do culto?) num governo cheio de gabinetes estranhos – paralelo, secreto e do ódio —, os repórteres Breno Pires, Felipe Frazão e Julia Affonso, do Estadão, agora nos trazem um áudio que explica tudo o que Ribeiro não consegue responder.

 

 

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Em entrevista gravada, o prefeito Gilberto Braga, de Luiz Domingues, no Maranhão, mostra o preço da bondade dos dois despojados pastores do gabinete oculto do MEC: R$ 15 mil de cara, para o projeto ter alguma chance, e um quilo em ouro depois, como recompensa pelo esforço para “ajudar” o município. Pela cotação atual, é mais do que R$ 300 mil. Nada mal.

 

Crédito: Reprodução/Instagram

Gilberto Braga, prefeito de Luís Domingues

 

Somando as revelações, o resultado é que a bancada evangélica foi a primeira a gritar por transparência e decência, jurando que não tem nada a ver com isso. Quem tem? O ministro, que participou de 19 reuniões com os dois pastores, que não são do seu staff? Ou o presidente Jair Bolsonaro, que é chefe do ministro e, no mínimo, conhece os dois ungidos?

 

Em conversa gravada, ministro da Educação admite priorizar prefeitos  encaminhados por pastor - Política - Estadão

 

O fato é que a bomba cai no colo da bancada evangélica do Congresso, um dos pilares de sustentação do governo, e atrapalha as crenças éticas de uns e os negócios de outros. Vamos ver no que vai dar, inclusive porque a oposição já se mobiliza por uma nova CPI, depois da devastadora CPI da Covid no Senado. E, com nossos repórteres a postos, muita coisa ainda está por vir.

 

Entre tantos desmanches, na cultura, na política externa, no ambiente, na saúde, o governo se esmerou na Educação, uma área chave em qualquer país, mas particularmente crucial no Brasil, com uma desigualdade social histórica que começa justamente nas escolas.

 

Em áudio, Milton Ribeiro afirma ter priorizado amigos de pastor em repasses  a pedido de Bolsonaro, diz jornal - Jornal O Globo

Fotos: Reprodução

 

O primeiro ministro mal falava português e era um peixe fora d’água, o segundo mal sabia escrever em português, gastava o tempo em guerrinhas ideológicas e queria prender os ministros do Supremo, o terceiro não chegou a assumir, depois das revelações constrangedoras sobre seu currículo e seus diplomas.

 

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Assim chegamos ao pastor Milton Ribeiro, que começou dando uma entrevista — ao Estadão — dizendo que os jovens gays são frutos de “famílias desajustadas”. Já seria escandaloso na boca de qualquer educador, mas na do ministro da Educação foi o prenúncio do que Priscila Cruz, do Todos Pela Educação, atesta: “Ribeiro é o pior ministro do MEC da história”. Se a Priscila diz isso, quem sou eu para questionar?

 

Fonte: Portal Estadão

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