A ministra da Saúde acompanhou o primeiro dia de aplicações das vacinas no Brasil, em uma UBS de Brasília
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, acompanhou, na manhã desta sexta-feira, 9/2, o primeiro dia de vacinação contra a dengue em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Brasília, a do Cruzeiro. Ela caracterizou o momento como "histórico" para auxiliar em um problema de saúde pública de "muito tempo".
"É um momento histórico, há 40 anos se espera por uma vacina contra a dengue. Agora temos uma vacina incorporada ao SUS. Mesmo sem epidemia, nós começaríamos a vacinação, porque a dengue é um problema de saúde pública há muito tempo", declarou a ministra.
Trindade ainda afirmou que até março serão vacinadas as crianças de 10 e 11 anos e, depois, chegarão até os 14 anos. "A medida que as vacinas estão chegando, estamos seguindo aquele grupo de municípios", explicou.
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De acordo com o ministério, já receberam as primeiras doses da vacina os estados de Goiás, Bahia, Acre, Paraíba, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Amazonas, São Paulo, Maranhão e também o Distrito Federal. Ao todo, esses locais abrigam 315 cidades das 521 que receberão as doses até o final do ano, segundo o ministério.
"Estamos trabalhando para ampliar, com apoio da Fiocruz, essa possibilidade de ter mais doses. Vamos apoiar também a vacina do Instituto Butantan, que ainda não foi submetida à Anvisa", garantiu a ministra.
A Fiocruz deve agilizar a produção dos imunizantes no país, junto a farmacêutica Takeda, e o Butantan trabalha para entregar até setembro as documentações à Anvisa.
Quem pode tomar a vacina contra a dengue

Fotos: Reprodução Google
A Qdenga é uma vacina de duas doses com intervalo de três meses entre elas. Inicialmente, o Ministério da Saúde determinou que apenas crianças e jovens entre 10 e 14 anos recebam a aplicação. Com o tempo, será estudado a ampliação de faixa etária.
Há alguns casos que a aplicação da vacina é contraindicada, segundo nota técnica do Ministério da Saúde. Confira abaixo:
Indivíduos que tomaram vacinas do tipo vivas atenuadas nas últimas quatro semanas (caxumba, febre amarela, sarampo, etc);
Indivíduos com imunodeficiência congênita ou adquirida, incluindo aqueles
recebendo tratamentos como quimioterapia ou que tomaram corticoides nas últimas quatro semanas;
Indivíduos menores de 4 anos e com 60 anos e mais;
Alergia a algum componente da vacina;
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Indivíduos com infecção por HIV sintomática ou infecção por HIV assintomática
quando acompanhada por evidência de função imunológica comprometida;
Gestantes;
Mulheres que estejam amamentando (lactantes).
Fonte: com informações Correio Braziliense
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