20 de Abril de 2026

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Política - 27/07/2025

Nikolas Ferreira e Bruno Engler réus: entenda denúncia que pode torná-los inelegíveis por suposta fake news

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Foto: Reprodução/Redes sociais

TRE-MG aceitou denúncia do MP que aponta 'campanha sistemática de desinformação' para prejudicar Fuad Noman. Engler diz que só vai se manifestar nos autos; Nikolas não respondeu.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o deputado estadual Bruno Engler (PL) podem ser declarados inelegíveis caso sejam condenados por suposta disseminação de informações falsas contra o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, durante o segundo turno das eleições municipais de 2024.

 

Os dois se tornaram réus após o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) aceitar a denúncia do Ministério Público que aponta uma "campanha sistemática de desinformação" para prejudicar a imagem de Fuad, que morreu em março deste ano, e favorecer Engler, que foi o candidato do PL na corrida eleitoral. 

 

Também são alvos da ação a deputada estadual Delegada Sheila (PL) e Coronel Cláudia (PL), que foi candidata a vice-prefeita na chapa de Engler.


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A decisão foi assinada pelo juiz Marcos Antônio da Silva, da 29ª, nesta sexta-feira, 25. No texto, ele afirmou que a denúncia do Ministério Público traz detalhes que reforçam que os réus violaram a legislação.

 

O g1 entrou em contato com Nikolas e Sheila, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Engler e Coronel Cláudia disseram que só vão se manifestar nos autos.

 

- Entenda, abaixo, os principais pontos da denúncia apresentada pelo MP:
- O que motivou a denúncia do MP?
- Agora que os denunciados se tornaram réus, quando deverão ser julgados?
- Quais foram exatamente as informações falsas atribuídas aos acusados?
- Qual foi a participação de Nikolas Ferreira nas supostas fake news?
- Existe uma lei específica que tipifica fake news como crime eleitoral?
- A denúncia pode resultar em perda de mandato ou inelegibilidade?
- Qual o papel do livro "Cobiça" e do festival de quadrinhos na denúncia?
- O que dizem os denunciados?

 

O que motivou a denúncia do MP?

 


De acordo com o MP, os denunciados participaram de uma campanha organizada de desinformação nos últimos dias da eleição, com o objetivo de influenciar o resultado do segundo turno em Belo Horizonte. As publicações foram feitas em redes sociais, rádio, TV e internet.


Agora que os denunciados se tornaram réus, quando deverão ser julgados?


Agora que o TRE-MG aceitou a denúncia do MP e os denunciados se tornaram réus, o julgamento dependerá de análise a ser feita dentro do próprio do tribunal. Ainda não há data para o caso ser julgado.

 

Quais foram exatamente as informações falsas atribuídas aos acusados?

 


A denúncia aponta que os envolvidos distorceram trechos do livro “Cobiça”, escrito por Fuad Noman, sugerindo falsamente que o autor endossava crimes contra crianças. Também o acusaram de permitir que menores tivessem acesso a conteúdo sexual em um festival de quadrinhos. Ambos os episódios foram alvo de decisões da Justiça Eleitoral que classificaram o conteúdo como ilegal.


Qual foi a participação de Nikolas Ferreira nas supostas fake news?

 

Fotos: Reprodução/Google


O MP afirma que Nikolas teve papel central, usando seu alcance nas redes sociais para disseminar conteúdo considerado falso e ofensivo. Ainda segundo a instituição, também descumpriu uma ordem judicial que exigia a retirada das postagens com desinformação.


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Existe uma lei específica que tipifica fake news como crime eleitoral?


A lei eleitoral não usa o termo “fake news”, mas proíbe mentiras graves em campanhas. É crime espalhar informações falsas que possam influenciar o voto ou prejudicar a imagem de um candidato. Foi com base nisso que o Ministério Público denunciou os envolvidos, usando artigos do Código Eleitoral que tratam da divulgação de mentiras e da difamação durante a eleição.

 

Fonte: com informações do G1.

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