Carol Ribeiro, Lie?ge e Andrea Alvares
Em homenagem ao Mês da Amazônia, a Natura promoveu o painel "Guardiões da Floresta", com mediação de Carol Ribeiro e participação da cantora paraense Liège, do influenciador e ativista indígena José Neto, do ilustrador rondoniense João Queiroz, do ecologista e empreendedor peruano Gian Piero Mubarack e da Vice-Presidente de Marca, Inovação, Internacionalização e Sustentabilidade da Natura, Andrea Alvares.
No bate-papo, que contou com transmissão simultânea pelo Youtube para Brasil, Argentina, Chile, Peru, Colômbia, México e EUA, os convidados debateram estratégias de preservação da floresta e, mais do que isso, de movimentação da cena cultural da região Amazônica.
Para o ecologista Gian Piero Mubarack, tudo começa com as comunidades locais: "Temos que trabalhar de forma conjunta com as comunidades, saber escutá-las."
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Painel "Guardiões da Floresta"
Além de escutá-las, é importante não tratar seus saberes como meramente folclóricos, mas parte importante da cultura contemporânea e peças fundamentais para a construção de um outro futuro.
"A minha música, que pode tocar em uma rádio ou estar em uma abertura de novela e alcançar várias pessoas, vai mostrar que tem uma artista na Amazônia que está produzindo um conteúdo musical de arte atual, e que conta uma narrativa ancestral, mas que está viva e presente. O potencial da Amazônia Viva, que deve ser transmitido por meio da arte, é fundamental para que a gente possa fazer uma conexão entre passado, presente e futuro", completa a cantora Liège.
Para a Natura, os conhecimentos ancestrais aliados à biotecnologia compõem a fórmula ideal para um futuro de mais harmonia entre homem e natureza. "Ao longo de 20 anos, estabelecemos parcerias com 7 mil famílias, quase 28 mil pessoas conectadas a essa rede e investimentos expressivos na região. Em 10 anos, ajudamos a preservar 2 milhões de hectares de floresta", destaca Andrea Alvares.
"Mas ainda é pouco para o tamanho da Amazônia e os desafios que estamos vendo ali. Se não criarmos uma cooperação e ampliarmos essa rede, não vamos conseguir reverter o cenário de degradação."

Liège (Fotos: Marcos Naoki Suguio/Divulgação)
Agora, a Natura quer expandir sua atuação na região, apoiando e investindo em projetos que fomentam a cultura Amazônica. Entre eles, a Criativa da Amazônia, focado no resgate à história e movimentação da cena contemporânea em diferentes regiões do Pará; o Fundo de Cultura do estado do Pará, que promove ações de formação e capacitação de agentes culturais e auxílios emergenciais para profissionais da cultura da região; e o Edital Natura Musical, cuja nova edição impulsionará projetos artísticos do Pará e da região Amazônica, com inscrições abertas até 28 de setembro.
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"Quais escolhas a Amazônia precisa fazer hoje para o futuro?", questiona Carol Ribeiro. Para Andrea Alvares, são "escolhas conscientes, que coloquem a vida no centro". Assista aqui ao painel na íntegra.
Fonte: Revista Vogue
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