Presidente Lula e Janja recebem a equipe do programa Papo de Crente, da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, e compartilharam suas visões sobre políticas públicas que impactam a vida dos brasileiros, especialmente os mais vulneráveis
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja Lula da Silva receberam, na manhã da última terça-feira, 16/8, a equipe do Papo de Crente no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente. Foi a primeira vez, no terceiro mandato de Lula, que ele se comunicou diretamente com a comunidade evangélica em uma entrevista exclusiva, marcando um importante encontro entre o governo e o público evangélico.
Durante a entrevista, de uma hora de duração, Lula e Janja compartilharam suas visões sobre políticas públicas que impactam a vida dos brasileiros, especialmente os mais vulneráveis. O presidente falou sobre iniciativas como o programa Gás do Povo, explicando que a proposta prevê o financiamento para que quase 17 milhões de famílias inscritas no CadÚnico recebam o gás gratuitamente.
Janja lembrou da importância do programa Gás do Povo para reduzir o uso de lenha, álcool e outras substâncias inflamáveis, o que causa com frequência problemas respiratórios e acidentes domésticos, em especial com mulheres e crianças.
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“Atrás de cada gás de cozinha tem uma mãe batalhando para dar de comer aos filhos, que às vezes tem de cozinhar com tijolos amontoados, colocar lenha. Talvez esse seja um dos programas mais importantes desse terceiro mandato do presidente Lula”, avaliou. “As mulheres vão ter mais segurança no cozinhar, não ter problemas respiratórios, com fumaça e tudo isso”, completou. Lula também ressaltou a importância das políticas públicas no combate à fome, afirmando que conhece de perto a realidade das periferias e que sua candidatura à Presidência sempre teve como compromisso de fé ajudar o povo mais pobre do Brasil.
Em relação às igrejas evangélicas, Lula disse: "Eu não tenho o hábito de fazer política tentando dividir a sociedade por religião. Eu tento, sabe, juntar todo o povo brasileiro, respeitando todas as religiões, e conversar com as pessoas sobre políticas públicas que o Estado brasileiro tem que fazer". Na conversa com os apresentadores Pastor Marco Davi e Eulália Lemos, o presidente ainda ressaltou sua postura de respeito à fé evangélica:
Eu não acho que a gente deve utilizar a religião eleitoralmente. A religião é o espaço-momento de você professar a sua fé, de você colocar para fora aquilo que você pensa do ponto de vista espiritual, de você conversar com Deus, de você dizer aquilo que é a verdade que está dentro de você. Então, eu não tento fazer disso política.”
A primeira-dama Janja, por sua vez, conversou sobre o trabalha necessidade de entender como as políticas públicas têm afetado a vida delas, principalmente as mulheres negras e das periferias.o de escuta com mulheres evangélicas em diversas regiões do Brasil. “O que me motivou a iniciar essa jornada de escuta com mulheres evangélicas foi
ENERGIA GRATUITA
Outra medida recentemente lançada pelo Governo do Brasil foi o Luz do Povo, programa que reestrutura a Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) para garantir o acesso à energia elétrica com preço justo à população de baixa renda. O principal ponto é a isenção total da conta de luz para famílias inscritas no CadÚnico com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa que consomem até 80 kWh por mês. “Quem consome até 80 kilowatts de energia por mês não paga nada.
Quem consome até 120 kWh, paga só a diferença. Para quê? Para que a gente possa garantir que sobre mais dinheiro para a pessoa comprar o que comer”, argumentou Lula. “Criamos essas políticas para ver se a gente consegue fazer com que o povo mais humilde sofra menos. São para atender aquelas pessoas invisíveis, mas, para mim, são visíveis e quero enxergá-las em primeiro lugar”, assinalou Lula. Não importa de que religião a pessoa participe, não importa o clube que torce, a cor dele, o que importa é que é gente, é um ser humano, é brasileiro, é brasileira e eu tenho de cuidar de todos”
TEM LADO

O presidente reforçou que seu governo implementa políticas para toda a população brasileira, mas que há atenção especial às pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica. “Eu governo para todo mundo, mas tenho preferência pelo povo mais necessitado, que é quem precisa do Estado. Voltei a ser presidente porque tenho um compromisso de fé de ajudar o povo pobre brasileiro”.
RESPEITO ÀS RELIGIÕES

Lula enfatizou, ainda, a sua perspectiva de governar sempre com respeito às diferentes crenças religiosas de toda a população. “Eu tento juntar todo o povo brasileiro, respeitar todas as religiões e conversar com as pessoas sobre políticas públicas que o Estado tem que fazer. Não importa de que religião a pessoa participe, não importa o clube que torce, a cor dele, o que importa é que é gente, é um ser humano, é brasileiro, é brasileira e eu tenho de cuidar de todos. Essa é a minha lógica”.
APOIO ÀS IGREJAS
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O presidente lembrou que em 2003, no primeiro ano de seu primeiro mandato, ele sancionou a lei que dá segurança para as igrejas, que foram reconhecidas como pessoas jurídicas de direito privado, e lembrou de outras ações de suas gestões conectadas às atividades religiosas. “A sanção deu às igrejas liberdade para organização, estruturação interna e funcionamento. Em 2009, sancionei a lei que oficializou e colocou no calendário oficial do Brasil a Marcha para Jesus. Em 2023, sancionei a lei que exclui o vínculo empregatício de qualquer trabalho realizado com vocação, cunho religioso ou entidade religiosa. Isso permitiu reduzir a insegurança jurídica na relação entre igrejas, seus pastores e seus líderes”, lembrou.
MAPA DA FOME

Lula celebrou durante o bate-papo a saída do país do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas, conquista consolidada pela segunda vez numa gestão do presidente. “Em 2023, tínhamos 33 milhões de pessoas passando fome. Em dois anos e meio, acabamos outra vez com a fome. Para que seja terminada definitivamente, é preciso que haja uma sequência de políticas que elevem o salário mínimo, o nível de empregabilidade e que haja sustentabilidade na relação com os microempreendedores”, afirmou. “Vamos acabar com a fome definitiva cuidando do povo mais necessitado e colocando eles no centro das nossas decisões.”
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Fotos: Reprodução/Google
Fonte: com informações Gov
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