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A cólica menstrual intensa é o principal sinal de alerta para a endometriose, doença que atinge cerca de 190 milhões de mulheres no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, esse não é o único sintoma: outros desconfortos também podem estar ligados à condição e nem sempre são fáceis de identificar.
"Nem toda endometriose se apresenta igual, a gente considera a condição uma doença heterogênea, porque cada mulher vai ter uma apresentação", disse a ginecologista Nathalie Raibolt, no novo episódio do Conexão VivaBem, com Flávia Alessandra, no Canal UOL.A endometriose é uma doença benigna e crônica que acontece quando células do endométrio, a camada que reveste a cavidade uterina, se desenvolvem fora do útero. Elas podem surgir em locais como os ovários, as trompas ou o intestino
Essas células também respondem aos hormônios do ciclo menstrual, mas, por estarem fora do lugar, causam inflamação, dor e, em alguns casos, infertilidade.
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Segundo Raibolt, a dor menstrual merece atenção quando interfere na rotina, não melhora com analgésicos comuns, piora com o tempo, surge de forma repentina ou vem acompanhada de outros sintomas, como dor durante a relação sexual, ao evacuar ou urinar, sangramentos intensos ou dificuldade para engravidar
A atriz Isabella Santoni, 30, que também participou do programa, foi diagnosticada com endometriose aos 26 anos. Ela contou que tinha cólicas intensas desde os 17 e recorreu por muito tempo aos analgésicos.
Foi apenas aos 26, na investigação de outro problema de saúde, que uma amiga médica deu a ideia: aproveitar o ultrassom do pescoço para fazer também da pelve. "Foi por acaso que eu descobri a endometriose", contou ela.

Raibolt destacou que as cólicas intensas costumam ser encaradas como algo normal, mas não deveriam. "As pessoas normalizam, quem convive com elas normaliza, e a própria medicina também normalizou por muito tempo", afirmou a médica.
Embora sentir algum desconforto durante a menstruação seja comum, cólicas intensas e frequentes não devem ser consideradas normais. "Uma cólica que te impede de trabalhar, por exemplo, não é normal", alertou a especialista
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No caso de Isabella, as células do endométrio estão fora do útero, na pelve e próximas a nervos. Antes do tratamento, ela chegava a tomar dois analgésicos por dia. No entanto, a atriz diz que não recebeu indicação para operar.
"Meu grande aprendizado com essa doença tem sido olhar pro meu corpo, ouvir e respeitar", comentou ela. "A gente é ensinada a aguentar".
Embora não seja possível prevenir a endometriose, algumas estratégias podem ajudar a reduzir o risco de desenvolvê-la ou de agravar os sintomas, como dieta saudável, exercícios regulares e gerenciamento do estresse
Isabella Santoni relembra diagnóstico de endometriose: 'Fiquei deprimida'
No início, Isabella diz que o diagnóstico foi assustador. "Quando eu descobri foi um baque, eu fiquei um pouco deprimida no período, sem ter com quem conversar, sem ter apoio do parceiro. Às vezes, dá um pouco de dor na relação sexual, são várias questões", disse ela.
A solução foi incluir a fisioterapia pélvica na série de tratamentos e "usar a doença para o autoconhecimento".

Fotos: Reprodução/Google
Outro medo da atriz foi a infertilidade, o que, de acordo com Raibolt, não é regra para a endometriose e cada caso deve ser olhado em sua individualidade.
A atriz conta que, hoje, consegue lidar bem com a endometriose, desde que evite alimentos que agravam os sintomas. No entanto, segundo Raibolt, mudanças no estilo de vida ajudam, mas não são suficientes para tratar a doença. "É mais seguro que façamos o tratamento específico, que é o hormonal, para que as células deixem de responder ao estrogênio", explicou ela;
á a cirurgia é indicada apenas nos casos que não respondem bem ao tratamento medicamentoso e, quando bem indicada, a remoção completa dos focos da doença costuma trazer alívio significativo da dor.
Fonte: com informações do Viva Bem.
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