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Saúde - 11/12/2024

Mutirão de Cranioplastias no Amazonas devolve qualidade de vida a pacientes do SUS

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Foto: Divulgação

Iniciativa do Hospital Universitário Getúlio Vargas da Universidade Federal do Amazonas, da Rede Ebserh, foi um marco no atendimento a pacientes com falhas ósseas no crânio

O Hospital Universitário Getúlio Vargas da Universidade Federal do Amazonas (HUGV-Ufam), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), realizou nos dias 2 a 6 de dezembro um Mutirão de Cirurgias de Cranioplastia, destinado a pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O Hospital, também, sediou o I Simpósio Amazonense de Neurotrauma, realizado na sexta-feira, 6 , além de cursos práticos na quinta-feira (5), voltados para neurocirurgiões, residentes, acadêmicos de Medicina e outros profissionais da saúde, promovendo importantes discussões, avanço na capacitação profissional e na troca de conhecimentos.

 

Segundo o neurocirurgião Robson Amorim, supervisor do Programa de Residência Médica em Neurocirurgia do HUGV, o objetivo do mutirão foi atender uma demanda urgente. “Tivemos o primeiro mutirão de cranioplastia do Brasil. Geralmente, esses pacientes são vítimas de acidentes de trânsito ou traumas cranianos graves que exigem a retirada do osso para aliviar a pressão intracraniana. Após a recuperação, é necessário recolocar o osso ou uma prótese para proteger o cérebro e melhorar a qualidade de vida”, explicou.

 

Durante os cinco dias de mutirão, foram realizadas 20 cirurgias. “Conseguimos reduzir bastante a fila”, ressaltou Robson. A cranioplastia é uma cirurgia voltada para pessoas que passaram por craniectomia descompressiva – procedimento realizado em casos de traumatismo cranioencefálico grave para aliviar a pressão intracraniana.

 

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Os pacientes foram selecionados pelo Ambulatório de Neurotrauma do HUGV, o primeiro da região Norte especializado em atender vítimas de trauma craniano. O perfil dos atendidos incluiu adultos jovens, entre 30 e 40 anos, que enfrentam desafios, tanto físicos quanto sociais, devido à ausência de proteção óssea no crânio. “Esse procedimento é essencial não só por questões estéticas, mas também para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, que enfrentam riscos mecânicos e dificuldades sociais devido à falha óssea”, enfatizou o especialista.

 

As próteses utilizadas nas cirurgias foram confeccionadas com metilmetacrilato, um material acessível e moldado durante o procedimento para garantir simetria e proteção ao cérebro. Além disso, uma parceria com o neurocirurgião da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Leandro Ururahy de Carvalho, possibilitou o uso de impressoras 3D para criar moldes personalizados. “Trouxemos seis moldes, sem custo, para operar seis dos 20 pacientes deste projeto no HUGV”, destacou Leandro.

 

Sobre o Simpósio

 

 

Fotos: Reprodução

 

Outro destaque, foi o I Simpósio Amazonense de Neurotrauma realizado no HUGV, em parceria com a Faculdade de Medicina da Ufam e a Academia Brasileira de Neurocirurgia (ABNC). A programação contou com cursos práticos sobre técnicas avançadas, como o uso de Doppler Transcraniano e monitorização da pressão intracraniana, além de discussões interativas e sessões científicas.

 

“Além do mutirão, tivemos uma parte prática e teórica com o primeiro Simpósio de Neurotraumatologia do Amazonas. Foi um momento de grande aprendizado e intercâmbio de informações. Contamos com convidados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, além da colaboração da equipe da UERJ na confecção de próteses pré-moldadas”, ressaltou Robson Amorim.

 

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Sobre a Ebserh

 

O HUGV-Ufam faz parte da Rede Ebserh desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação. 

 

Fonte: com informações Gov

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