Com o objetivo de reduzir o número de casos de filhos e filhas com pais ausentes, foram ofertados, de forma gratuita, exames de DNA, além de atendimentos variados, como acordos de guarda e de alimentos em favor de crianças e adolescentes
Pela primeira vez, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) realizou a campanha “Meu Pai Tem Nome” no município de Apuí. Nos dias 29 e 30 de outubro e 1º de novembro, a Unidade Descentralizada do Interior (UDI) foi palco de atendimentos que buscam trazer dignidade para milhares de crianças e adolescentes, ajudando-os a ter o nome do pai em seus registros oficiais.
A campanha, organizada pelo Polo do Madeira da DPE-AM, visa reduzir o número de crianças sem o reconhecimento paterno, uma realidade que impacta mais de 9 mil recém-nascidos no Amazonas só neste ano. Em Apuí, o mutirão contou com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Humaitá, que auxiliou na realização de exames de DNA para promover o direito à filiação. Além disso, a ação atendeu a outras demandas essenciais, como acordos de guarda e alimentos para crianças e adolescentes.
Para a defensora pública Francine Buffon, o evento em Apuí mostrou a importância de expandir essas ações a locais mais distantes, beneficiando aqueles que mais necessitam desse apoio. "Tivemos uma experiência incrível aqui, levando dignidade para crianças e adolescentes que, agora, poderão ter o nome de seus pais no registro. É fundamental interiorizar essas ações e garantir direitos básicos como esse", destacou Buffon, reforçando a necessidade de mais iniciativas como essa para alcançar os assistidos mais vulneráveis.
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A próxima etapa da campanha acontecerá em Humaitá no dia 22 de novembro, e a expectativa é dar continuidade a esse movimento transformador, que já percorreu outros 16 municípios e impactou centenas de vidas ao longo do Amazonas. Dados recentes apontam que 9.215 recém-nascidos foram registrados sem o nome paterno em 2023, um aumento de 9,7% em relação ao ano anterior.
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Fotos: Divulgação
Com o slogan “Meu Pai Tem Nome”, essa campanha, que ocorre desde 2022 em parceria com o Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Gerais (Condege) e Defensorias Públicas de todo o Brasil, representa uma jornada de luta pelo direito ao reconhecimento e pela construção de um futuro mais digno para as novas gerações.
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