30 de Abril de 2026

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Meio Ambiente - 10/01/2025

Mundo rompe pela 1ª vez a marca crítica de aquecimento de 1,5ºC

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Foto: Reprodução/Google

O anúncio desta sexta-feira, 10/01, do Copernicus Climate Change Service (C3S), órgão da União Europeia que monitora as mudanças climáticas, confirma oficialmente projeções anteriores, e atribui o calor recorde sobretudo à ação humana.

Órgão climático da UE diz que 2024 não só foi o ano mais quente da história como o primeiro a superar o teto de temperatura média estipulado no Acordo de Paris. Cientistas alertam para proximidade de ponto sem retorno.O ano de 2024 foi o mais quente desde que se iniciaram os registros de temperaturas, e o primeiro a romper o limite de aquecimento global de 1,5ºC em relação à era pré-industrial.

 

O anúncio desta sexta-feira, 10/01, do Copernicus Climate Change Service (C3S), órgão da União Europeia que monitora as mudanças climáticas, confirma oficialmente projeções anteriores, e atribui o calor recorde sobretudo à ação humana. Outro fator importante seria o fenômeno meteorológico El Niño no Oceano Pacífico, que eleva as temperaturas globais.

 

Análises do Met Office, da Universidade de East Anglia e do Centro Nacional de Ciência Atmosférica, no Reino Unido, confirmaram o recorde de temperatura, considerando porém só "provável" que 2024 tenha sido o primeiro a ultrapassar a marca de 1,5ºC. Resguardar esse limite é um dos compromissos-chave do acordo global sobre o clima fechado em Paris em 2015.

 

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Climatologistas ressalvam que tal ocorrência em um ano isolado não significa que o planeta tenha alcançado esse nível de aquecimento global, alertando, no entanto, que agora ele está muito próximo dessa marca sensível. Por outro lado, segundo um dos cientistas, o calor recorde deveria ser uma "confrontação com a realidade", num ano em que eventos meteorológicos extremos lembram como é perigosa a vida acima de 1,5ºC.

 

Segundo as análises britânicas, a temperatura média global em 2024 esteve 1,53ºC acima da média de 1890-1900, com uma margem de erro de mais ou menos 0,08ºC. Foi ainda o 11º ano sucessivo com 1ºC ou mais acima da era pré-industrial.Para constatar uma quebra efetiva da meta do Acordo de Paris, seria preciso registrar-se uma superação da marca sensível por um período mais longo, ressalvam. "No entanto, o que [os atuais registros] mostram é que agora é mínima a margem para se evitar uma ultrapassagem do 1,5ºC por um período mais longo."

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

Por sua vez, o C3S documentou médias de 1,6ºC acima do período 1850-1900, e 0,12ºC acima de 2023 – até então o ano mais quente da série histórica, com 1,47ºC acima da média da década de referência 1991-2000. A análise ressalta, ainda, que, em nível global, de todos os períodos de dez anos já registrados, o último foi o mais quente.

 

Samantha Burgess, do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), a que o C3S pertence, advertiu: "Essas temperaturas globais altas, associadas ao recorde global de vapor atmosférico em 2024, provocaram ondas de calor sem precedentes e eventos pluviais pesados, causando miséria para milhões."

 
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Rowan Sutton, diretor do Centro Hadley do Met Office, reforçou que cada fração de grau centígrado a mais "aumenta o risco de ultrapassar pontos de inflexão com potencial de alterar o mundo, como os colapsos do bioma da Amazônia, ou da calota de gelo da Groenlândia ou da Antártida". 

 

Fonte: com informações Revista IstoÉ

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