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Elas nos inspiram - 14/03/2024

Mulheres sauditas festejam troféu de brasileira no 'Bombeira-Durona'

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Foto: Reprodução

Segundo a sargento do CBMDF Luiza Freitas, os olhares das sauditas eram de admiração enquanto a brasileira batia o recorde em competição

Por trás das burcas e hijab, em que mulheres escondem praticamente todo o rosto, a sargento do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) Luiza Freitas Velho, 40, conseguia perceber os olhares admirados enquanto subia ao pódio. A militar brasiliense conquistou o menor tempo na competição internacional Toughest Firefighter Alive – conhecido na corporação como “Bombeiro Durão” – no torneio Aramco Firefighter Challenge, que ocorreu em Dhahran, na Arábia Saudita.

 

A competição ocorreu de 4 a 9 de março e, na semana do Dia Internacional das Mulheres, em um país com pouquíssimos direitos femininos. Apenas em 2019, foi permitido que uma mulher viajar sozinha sem a presença do chamado “tutor” – um homem responsável pela mulher”.

 

“É uma emoção muito grande e eu me emociono toda vez que lembro dos olhos das mulheres que estavam nos assistindo na Arábia Saudita, os olhos brilhavam vendo as competições femininas”, destacou Luiza.

 

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Foto: Reprodução Google

 

“Muito emocionante, espero que elas consigam um dia ter a liberdade de exercer essa profissão que é tão bonita e nobre”, completou a atleta.

 

Em apenas 8 minutos e 14 segundos, Luiza puxou e enrolou duas mangueiras de 60 quilos cada uma. Esse foi o menor tempo para a categoria feminina de 40 a 44 anos – o que garantiu a medalha de ouro para a campeã brasiliense para o desempenho feminino; mas também foi o segundo menor tempo quando comparado a todos os demais competidores na prova.

 

Essa é a sexta vez que Luiza conquista prêmios internacionais no torneio Bombeiro Durão. Em outras três competições de subir escadas, a sargento também venceu os adversários internacionais e é tricampeã mundial na categoria.Luiza também fez parte da equipe mista de revezamento, que garantiu medalha de ouro para o Brasil, representado por quatro bombeiros do Distrito Federal. As conquistas foram alcançadas na semana do Dia Internacional das Mulheres em um país com pouquíssimos direitos femininos.

 

A sargento é bombeira militar há 12 anos, atuando no grupo de busca e salvamento aquático por cinco anos e atualmente no Centro de Capacitação Físico da corporação. Nos horários de folga, o treino é constante e chega em média a 18 horas semanais. “São cerca de três horas por dia e seis dias por semana”, detalhou Luiza.O chefe da delegação brasileira, o subtenente Bernardo Viegas do CBMDF, explicou que o desempenho dos atletas de Brasília é uma vitória não só para todos os socorristas brasileiros, mas em especial para a corporação do Distrito Federal.

 

Ele é do grupamento para busca a e salvamento aquático e resgata as vítimas em acidentes no Lago Paranoá, por exemplo. “É um preparo extremamente físico, são equipamentos pesados e pessoas que precisamos salvar muitas vezes”, destacou.

 

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Os bombeiros brasileiros têm um longo histórico de participação em premiações internacionais, sendo o único país da América Latina a ser considerado melhor do mundo. O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal desde 1996 faz parte dessas competições, tendo inclusive se colocado entre os cinco melhores na edição anterior da competição, em 2022. Veja vídeos da prova:Com desafios que simulam as situações dos procedimentos de resgate à vítima, esta edição da competição internacional ocorreu na cidade de Dhahran, na Arábia Saudita, e contou com a presença de 108 profissionais de 25 países diferentes.

 

Fonte: com informações Portal Metrópoles

 

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