A apresentadora do Ela Podcast Maria Santana inicia o programa falando da campanha #CicloDeForça que continuará a incentivar a presença feminina em todas as esferas da sociedade
A participação ativa das mulheres na política manauara e da região metropolitana, como Iranduba, tem ganhado força, especialmente através de figuras como Laura Fragata, Ana Siqueira, Ellen Holanda e Brenda Graziela. Cada uma dessas candidatas tem se dedicado a causas essenciais, buscando não só fortalecer os direitos das mulheres, mas também assegurar o bem-estar das famílias e comunidades. Durante o último episódio do Ela Podcast, elas detalharam suas propostas e visões para um futuro mais inclusivo e justo para a população.
A apresentadora do Ela Podcast Maria Santana inicia o programa falando da campanha #CicloDeForça que continuará a incentivar a presença feminina em todas as esferas da sociedade, demonstrando que o apoio mútuo pode gerar mudanças significativas na política e na vida das mulheres manauaras.
Ressaltou ainda aos ouvintes que votar é mais do que um direito garantido pela nossa Constituição; é um dever cívico que todos devemos exercer com consciência e responsabilidade. “Quando vamos às urnas, estamos escolhendo os representantes que tomarão decisões importantes em nosso nome, afetando diretamente nossas vidas e o futuro do nosso país. É através do voto que podemos expressar nossas opiniões, nossas esperanças e nossas demandas por uma sociedade melhor”, afirma Maria Santana.
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Ela destacou que, ao decidir não votar, as pessoas estão abrindo mão de uma das ferramentas mais poderosas para promover mudanças e melhorias na sociedade. Além disso, ao se omitirem, perdem o direito de cobrar e exigir dos governantes ações e políticas que atendam às necessidades da população.
A candidata a vereadora por Iranduba Laura Fragata, advogada e mãe de dois filhos, iniciou a entrevista esclarecendo que tem concentrado seus esforços na luta contra a violência doméstica e em batalhas jurídicas relacionadas a pensão alimentícia e divórcio. Ao discutir a importância do empreendedorismo feminino, Laura destaca:
"O empreendedorismo feminino é fundamental, pois traz autonomia para as mulheres. Ele permite que elas gerem renda e sustentem suas famílias, especialmente aquelas que são chefes de família, como as mães solteiras. Em Iranduba, conhecemos vários projetos sociais de empreendedorismo onde as mulheres aprendem a costurar e a fazer artesanatos. No entanto, muitas vezes, elas não sabem como empreender de fato e não colocam em prática o que aprenderam.

Uma mulher empreendedora não só melhora a própria vida, mas também a de outras pessoas, incluindo homens, ao gerar renda e oportunidades. Isso contribui para o crescimento da economia local. Em Iranduba, não queremos apenas que as mulheres aprendam a costurar para uso doméstico. Queremos que elas produzam e vendam seus produtos, gerando renda para o município e fortalecendo a economia local. Portanto, é crucial que incentivemos e apoiemos o empreendedorismo feminino, para que essas mulheres possam transformar suas habilidades em negócios sustentáveis e prósperos."
Sobre o acesso à água potável, um dos maiores desafios da região, Laura propõe: "Precisamos de investimentos urgentes em infraestrutura. Além de fiscalizar o serviço de abastecimento, é essencial criar sistemas sustentáveis, como cisternas comunitárias, que podem fornecer água durante períodos de seca. As comunidades não podem mais ser negligenciadas em algo tão básico e essencial."
A candidata vereadora por Manaus Ellen Holanda, também abordou a questão do empreendedorismo feminino. "Eu vi minha mãe, mesmo sendo funcionária pública, sempre empreender. Ela sempre procurou maneiras de ganhar um dinheirinho extra em casa. O que percebo hoje é que, muitas vezes, não é a falta de oportunidade que impede as mulheres de empreender, mas a dificuldade de enxergar essas oportunidades dentro de casa.

Posso falar isso por experiência própria. Escrevi um projeto para o setor agro e viajei por vários municípios do Amazonas, incentivando o empreendedorismo feminino no agro. Durante essas viagens, encontrei muitas mulheres que, através das minhas palestras, receberam um incentivo emocional e psicológico. Muitas vezes, essas mães estão tão sobrecarregadas com problemas familiares que não conseguem ver as oportunidades de gerar renda dentro de suas próprias casas.
O que precisa ser abordado no empreendedorismo é essa parte de capacitação. Aqui no Amazonas, temos uma Secretaria que oferece capacitação profissional para mulheres, jovens e homens. No entanto, o que falta é o apoio para que, após aprenderem uma habilidade, essas pessoas consigam colocá-la em prática. Elas aprendem a fazer, mas não a vender; aprendem a produzir, mas não a calcular custos.

Portanto, é essencial potencializar essas habilidades juntamente com o ensino de empreendedorismo: como abordar clientes, como calcular custos e como vender seus produtos. Só assim poderemos realmente transformar essas capacitações em negócios sustentáveis e prósperos", concluiu Ellen Holanda.
Outra bandeira que Ellen levanta é sobre os direitos de mães com filhos autistas, Ellen Holanda está determinada a assegurar que as escolas municipais ofereçam suporte inclusivo: "Essa é uma pauta muito importante para mim, pois trabalho muito com essas mães e vejo as dificuldades que enfrentam”, declara Ellen.
Esclarece que em relação às escolas, já existe um projeto de lei para aumentar o número de monitores e auxiliares nas escolas, visando dar um melhor suporte para as crianças dentro da sala de aula. No entanto, na prática, isso não funciona devido à grande demanda. As escolas municipais estão lotadas e há muitas crianças, não apenas com cortes, mas com outros tipos de transtornos, que um único auxiliar não consegue atender.Essa é uma das pautas que defenderá na Câmara Municipal, lutar por mais incentivos por mais monitores e auxiliares nas escolas. Sendo necessário entender a importância de termos mais profissionais capacitados para atender às necessidades das crianças e, assim, melhorar a qualidade do ensino e o suporte às famílias.
A candidata a vereadora por Manaus Ana Siqueira, de 28 anos, que conduz um projeto comunitário no bairro Compensa, tem uma visão clara de como a política pode melhorar a vida nas periferias. Quando questionada sobre o impacto de sua iniciativa, ela afirma: “Tenho projetos no bairro da Compensa, mas também tem pessoas que dependem de mim nos bairros Viver Melhor e Monte das Oliveiras”, Ana Siqueira destacou.Ela ressaltou a dificuldade de acesso aos serviços de saúde, como exames de ressonância magnética e ultrassonografia. Ana compartilhou sua experiência pessoal, quando descobriu que tinha uma condição chamada aplasia mamária, que é um acúmulo de hormônios na mama, causando dor e medo. Ela teve que recorrer ao sistema de saúde privado para obter um diagnóstico e tratamento rápido, pois sabia que pelo SUS seria demorado.

Ana enfatizou que essa dificuldade de acesso aos serviços de saúde não é exclusiva da Compensa, mas de toda Manaus. Ela criticou o SUS, que, apesar de ser bom no papel, não funciona bem na prática, assim como o sistema de educação. Ela relatou que a professora de sua filha estava sobrecarregada, com 32 alunos, incluindo 3 crianças com necessidades especiais, sem assistência adequada.
Ana defendeu a necessidade de mais mulheres na política, pois elas entendem a realidade das mães e das famílias. Ela compartilhou uma experiência negativa em um comício, onde quase foi empurrada do palanque por um vereador homem, destacando a necessidade de mais espaço para as mulheres na política. Ana decidiu se candidatar porque não recebeu apoio de outros candidatos e quer ampliar seu trabalho na Compensa, ajudando famílias que dependem de programas sociais e enfrentam dificuldades no dia a dia. Ela também mencionou a necessidade de melhorias na limpeza e infraestrutura do bairro Viver Melhor.

" Precisamos ficar atentos para as necessidades urgentes dos moradores, desde saneamento básico até segurança pública. Os desafios são imensos, como a falta de recursos e apoio governamental, mas continuamos lutando para que a voz da comunidade seja ouvida”, conclui Ana.A candidata a vereadora por Manaus, Brenda Graziela, ativista e sobrevivente de câncer de mama, compartilhou sua visão sobre o mapeamento genético e a importância do diagnóstico precoce: "Todas as mulheres de Manaus precisam ter acesso ao mapeamento genético e ao tratamento adequado do câncer. Para isso, proponho parcerias entre o setor público e privado, além de políticas que assegurem exames gratuitos para as mais vulneráveis", declara Brenda.
Brenda compartilhou com os ouvintes do Ela Podcast sua trajetória com o diagnóstico de câncer de mama. Relata que durante o segundo pico da pandemia, ela foi enviada para o Rio de Janeiro com outras sete mulheres pelo SUS, onde realizaram a mastectomia, que é a retirada total da mama. Lá, Brenda conheceu outras mulheres e, sem poder contar com acompanhantes, elas se tornaram uma família, acolhendo-se mutuamente. Apesar do momento doloroso, Ellen, sendo a mais nova do grupo, sentiu a necessidade de ser forte por elas. Ela foi a primeira a fazer a cirurgia e, ao voltar para o quarto, evitou chorar para não impactar negativamente o psicológico das outras mulheres que ainda passariam pelo mesmo procedimento.
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A apresentadora do Ela Podcast, a jornalista
Maria Santana Souza e convidadas
Brenda se sentiu curada naquele momento e vestiu uma camisa com a frase “Lute como uma Garota”, que foi abraçada por todas. De volta a Manaus, elas criaram um grupo de apoio e fecharam parcerias com empresas que abraçaram a causa. Mesmo sem ajuda do governo ou do município, elas se levantaram e fizeram o que podiam com os recursos disponíveis.Ellen também compartilhou que foi diagnosticada com câncer de mama aos 23 anos, após sua mãe ter enfrentado a doença em ambas as mamas.
Ela teve medo ao ver a cirurgia da mãe. Na segunda vez, aos 21 anos, Brenda pôde ser acompanhante da mãe, destacando a importância do suporte psicológico. Um ano depois, ela mesma foi diagnosticada e gastou quase 15 mil reais para obter o diagnóstico e ser encaminhada para a Fundação CECON, onde iniciou o tratamento. “Foi uma batalha muito grande”, conclui Brenda.Sua bandeira é expandir o projeto para todas as zonas da cidade, integrando-o ao sistema de saúde pública. Ainda acrescenta que conscientizar sobre o diagnóstico precoce salva vidas, e ampliar essa divulgação alcançará mais mulheres.

Fotos: Portal Mulher Amazônica
Ainda durante a entrevista no Ela Podcast, a apresentadora Maria Santana enfatizou a importância da campanha #CicloDeForça, que tem como missão apoiar e amplificar as vozes de mulheres na política. Em suas palavras, Maria ressaltou:"A desigualdade entre homens e mulheres não deveria existir, especialmente no espaço político. Há uma enorme necessidade de que mais mulheres ocupem cargos públicos, e isso só será possível se nos apoiarmos mutuamente. O apoio entre mulheres é fundamental para equilibrarmos o poder de fala, garantindo que nossas pautas e realidades sejam ouvidas. As mulheres podem estar onde elas quiserem, e cabe a nós garantir que esse caminho seja cada vez mais acessível."
Maria Santana pede a todos que compareçam às urnas, votem com consciência e façam valer a sua voz. Ela enfatiza que cada voto conta e que, juntos, podemos construir um futuro mais justo e igualitário para todos. Ela reforça a importância de exercer esse direito tão fundamental.
Essa entrevista mostrou que as candidatas estão preparadas para enfrentar os desafios e trazer soluções reais para suas comunidades, transformando a política local com um olhar feminino e inclusivo.
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Ao finalizar a entrevista com as candidatas, Maria Santana expressou sua gratidão a todas presentes, destacando a importância de suas participações e contribuições. Ela também agradeceu a todos os candidatos que passaram pelo programa durante os meses de campanha, reconhecendo o esforço e dedicação de cada um. Maria Santana desejou a todos uma boa eleição, enfatizando a importância de um processo democrático justo e transparente. Ela encerrou com palavras de encorajamento, esperando que todos os candidatos continuem a lutar por suas causas e a trabalhar pelo bem da comunidade.
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