Durante a pandemia, a cada oito minutos uma mulher sofre violência, sendo mais da metade negras
A Câmara dos Deputados realizou uma comissão geral nesta terça-feira para discutir a desigualdade e a violência contra a mulher negra no Brasil. O secretário nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Paulo Roberto, destacou que, das 1.350 mortes por feminicídio em 2020, a maioria foi de mulheres negras:
“Ninguém nasce racista, isso é uma construção social. E, se foi construído, nós podemos destruir. É isso que nos alenta. Nós podemos destruir com atitudes para afastar essa questão cultural. Investir nas novas gerações para que seja risível em pouco tempo falar em racismo", disse.
A secretária de Segurança Pública da Bahia, Denice Santiago, afirmou que, durante a pandemia, a cada oito minutos uma mulher sofre violência e mais da metade são negras. Anielle Franco – irmã da vereadora Marielle Franco, assassinada em março de 2018 – destacou a morte por balas perdidas de mais de 15 gestantes durante a pandemia no Rio de Janeiro.
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Aborto inseguro

Para a jurista Soraya Mendes, muitas grávidas negras também morrem por causa de abortamentos inseguros. Ela destacou, além disso, o caso de Luciana Barbosa, lésbica negra que foi assassinada em 2016 por policiais militares. E explicou que o caso foi considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um exemplo de racismo estrutural.
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A deputada Vivi Reis (Psol-PA) apontou a desigualdade de condições das mulheres negras no país: “Nós precisamos analisar hoje o quanto as mulheres negras ainda estão trabalhando nas casas das pessoas brancas. Ainda estão nos trabalhos de baixa remuneração, ainda estão fora dos espaços da universidade.”

Fotos: Repodução/Google
A ativista cultural Beth de Oxum criticou o conteúdo de programas da TV aberta que, segundo ela, tratam as religiões de origem africana de maneira discriminatória.
Fonte: com informações Agência Câmara de Notícias
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