25 de Maio de 2026

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Mulher na Política - 09/04/2026

Mulheres indígenas do Amazonas e Tocantins fazem 'reconhecimento' da Câmara

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Foto: Reprodução

Pré-candidatas do Amazonas e Tocantins realizam visita simbólica ao Congresso para fortalecer a presença indígena e feminina na política nacional.

Em meio à intensa mobilização do Acampamento Terra Livre (ATL), esses dias, em Brasília, duas lideranças indígenas em ascensão política percorreram os corredores da Câmara dos Deputados. O gesto de Vanda Witoto e Narubia Werreria é simbólico: reconhecer o espaço que pretendem ocupar em breve, caso sejam eleitas deputadas federais pelo Amazonas e Tocantins respectivamente.

 

Desse modo, a visita marca mais do que um passeio institucional. É a antecipação de uma disputa que busca ampliar a presença indígena, especialmente feminina, no Congresso Nacional.A primeira a comentar a experiência foi Vanda Witoto, pré-candidata pelo Amazonas. Para ela, conhecer a estrutura da Câmara representa um passo fundamental na construção de um projeto político coletivo.

 

“Conhecer essa casa é muito importante, primeiro que é a casa do povo, então deve receber o povo. Esse grande movimento que estamos fazendo, de ampliar essa bancada indígena aqui, é muito importante para a gente saber como funcionam os bastidores da política”, declarou.

 

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Representatividade

 

 

Foto: Reprodução

 

Witoto destaca que a presença ainda é limitada. Atualmente, apenas duas mulheres indígenas, eleitas em 2022, ocupam cadeiras na Câmara: Sônia Guajajara (PSOL-SP) e Célia Xakriabá (PSOL-MG).Para Vanda Witoto, isso reforça a necessidade de ampliar essa representatividade. Por isso, sua candidatura surge com esse objetivo: transformar o espaço institucional em um reflexo mais fiel da diversidade brasileira.

 

Filiação ao MDB

 

A liderança amazonense também tem enfrentado críticas após sua filiação ao MDB (do senador Eduardo Braga), tradicionalmente associado ao centro-direita. Questionada sobre a mudança, ela foi direta ao defender a decisão como estratégica. “A gente vem de um amadurecimento político e o MDB nos ofereceu uma estrutura melhor para fazer essa caminhada em 2026, com chance real de alcançar o coeficiente eleitoral. O que vamos lutar agora é por voto”.Do mesmo modo, lembra que em 2022, foi candidata à deputada federal e teve quase 26 mil votos. Em 2024, foi candidata à vereadora de Manaus com quase nove mil votos. Mesmo assim ela ficou do lado de fora, sem mandato.

 
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Segundo ela, a escolha não representa abandono de princípios, mas sim uma leitura pragmática do cenário eleitoral. Witoto também ressaltou que o MDB deve compor a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mencionou o apoio do senador Eduardo Braga como parte da articulação política. 

 

Fonte: com informações BNC

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