Profissionais que trabalham sob pressão constante, como médicos, publicitários e professores, são especialmente propensos a desenvolvê-la
No ano de 2023, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 3.567 procedimentos ambulatoriais relacionados a transtornos mentais decorrentes do trabalho, incluindo o burnout. Desses atendimentos, 2.579 foram para mulheres e 988 para homens, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Essa disparidade levanta importantes questões sobre a saúde mental das mulheres no ambiente de trabalho e em suas vidas cotidianas.
A síndrome de burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico causado pela exaustão extrema relacionada ao trabalho. Ela afeta quase todas as facetas da vida de um indivíduo. Profissionais que trabalham sob pressão constante, como médicos, publicitários e professores, são especialmente propensos a desenvolvê-la. Os sintomas incluem cansaço mental e físico excessivo, dores musculares, alterações no sono, irritabilidade e até pensamentos suicidas. Se você suspeita que está enfrentando essa síndrome, é importante buscar ajuda médica para superar as dificuldades que está enfrentando.
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A Dupla Jornada de Trabalho: Um Fardo Desproporcional
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Uma das principais razões apontadas por especialistas para a maior incidência de burnout entre as mulheres é a dupla jornada de trabalho. Além de suas responsabilidades no emprego formal, muitas mulheres acumulam tarefas domésticas e cuidados familiares. Esse acúmulo de funções pode levar a um maior esgotamento físico e mental.
Luisa Jötten, mestre em psicologia pela USP, destaca que "as mulheres enfrentam uma carga desproporcional e muitas vezes não pedem ajuda, contribuindo para o aumento dos casos de burnout." O acúmulo de responsabilidades pode ser extenuante, deixando pouco tempo para descanso e recuperação.
Busca por Assistência à Saúde
Outro fator que contribui para a maior incidência de burnout entre as mulheres é a maior busca por assistência médica. As mulheres tendem a procurar mais ajuda profissional quando enfrentam problemas de saúde, o que resulta em mais diagnósticos de burnout. Isso, por um lado, reflete uma conscientização maior sobre a saúde mental, mas também evidencia a necessidade de mais suporte e intervenções preventivas.
Sintomas de Burnout: Reconhecendo os Sinais
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Os sintomas de burnout podem variar, mas geralmente incluem:
Exaustão Física e Mental: Sentir-se cansado e esgotado constantemente, tanto física quanto mentalmente. Dificuldade em se recuperar mesmo após descanso adequado.
Despersonalização: Desenvolver ceticismo em relação aos outros e se distanciar emocionalmente. Tratar as pessoas como objetos ou casos, em vez de indivíduos.
Diminuição do Desempenho no Trabalho: Queda na produtividade e qualidade do trabalho. Dificuldade em se concentrar e tomar decisões.
Sintomas Físicos: Dores de cabeça, dores musculares, distúrbios do sono e problemas gastrointestinais.
Isolamento Social: Evitar interações sociais e se afastar de colegas e amigos.
O Impacto no Dia a Dia das Mulheres
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A rotina de muitas mulheres inclui equilibrar demandas profissionais e pessoais, o que pode levar ao esgotamento. A pressão para ser bem-sucedida no trabalho, cuidar da família e manter um lar organizado pode ser esmagadora. Muitas vezes, as mulheres não encontram tempo para si mesmas, o que agrava os sintomas de burnout.
A Importância de Buscar Ajuda
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É essencial que as mulheres reconheçam os sinais de burnout e busquem ajuda profissional. Estratégias para gerenciar o burnout incluem:
Estabelecer Limites: Aprender a dizer "não" e priorizar tarefas.
Cuidado Pessoal: Reservar tempo para atividades que proporcionem prazer e relaxamento.
Suporte Social: Buscar apoio de amigos, familiares e colegas de trabalho.
Terapia e Aconselhamento: Consultar profissionais de saúde mental para orientação e tratamento.
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Fotos: Reprodução Google
A disparidade nos atendimentos de burnout entre homens e mulheres no SUS ressalta a necessidade de políticas e práticas que promovam a saúde mental feminina. Reconhecer a dupla jornada de trabalho e oferecer suporte adequado são passos fundamentais para melhorar a qualidade de vida das mulheres. Cuidar da saúde mental não é apenas necessário, é vital para o bem-estar e a produtividade no ambiente de trabalho e na vida pessoal.
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