Mulheres celebram a redemocratização e denunciam a desigualdade ainda persistente. Violência, sub-representação e desafios políticos mostram que a democracia plena para brasileiras ainda é um ideal
Durante o evento Democracia 40 anos, conquistas, dívidas e desafios, realizado pela Fundação Astrojildo Pereira, Cidadania, Secretaria de Cultura e Economia Criativa, com apoio do Correio Braziliense, no Panteão, as mulheres puderam comemorar a redemocratização e pontuaram como a democracia ainda está longe da plenitude garantida na Constituição para as brasileiras.
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia frisou que o fim da ditadura permitiu que as mulheres pudessem continuar a denunciar as violências sofridas e lutar pela conquista de seus direitos perante a sociedade.
"Para nós, mulheres brasileiras, que sempre participamos das lutas pela Independência do Brasil, nem sempre tendo sido devidamente creditado às mulheres este front permanente de lutas, aquele momento marcava a retomada das nossas esperanças numa igualdade efetiva e eficaz, social e politicamente", ressaltou. A ministra destacou que a sociedade continua permitindo violências e crimes contra as mulheres e que isso impede que 54% da população tenha acesso pleno à democracia.
Veja também

Cármen Lúcia sobre 40 anos de redemocratização: "Cada dia é um recomeço"
Precisamos avançar da gestão do desastre para a gestão do risco, destaca Marina Silva no Ceará
"Por tudo isso, ainda estamos longe de termos chegado à margem de um Estado Democrático de Direito, o que é anunciado na Constituição, e que seja respeitado integralmente por todas as pessoas no nosso país.
(659).jpeg)
Somos, não apenas a maioria da população brasileira, mas a maioria do eleitorado brasileiro. Mas temos uma sub-representação nos cargos eletivos, uma sub-participação nos cargos do Judiciário, especialmente em tribunais, o que significa que ainda temos um longo caminho a percorrer na construção dessa sociedade, que não é justa quando mata suas meninas, quando violenta crianças, quando mata mulheres e não tem, sequer, uma resposta pronta e eficiente da sociedade", frisou.
"Lobby do batom"
(176).jpeg)
Fotos: Reprodução/Google
A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Vera Lúcia destacou a importância do "lobby do batom", uma aliança suprapartidária entre as 26 deputadas brasileiras durante a Assembleia Constituinte de 1987-1988, que tinha como objetivo ampliar os direitos da cidadania e os direitos das mulheres na Carta Magna.
Fonte: com informações Correio Braziliense
Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.