Vítima estava na lanchonete do supermercado quando o homem se aproximou por trás e passou a mão nas partes íntimas dela e de outras duas mulheres que estavam no local.
A professora Débora Moura, de 36 anos, que teve as nádegas apalpadas por um homem dentro de um supermercado, em Manaus, disse em entrevista à Rede Amazônica que ainda foi xingada pelo suspeito após o crime. O caso aconteceu no sábado, 20, na Zona Centro-Sul da capital.
Débora contou que estava na lanchonete do supermercado, quando o homem se aproximou por trás e passou a mão nas partes íntimas dela. Outras duas mulheres também foram importunadas pelo suspeito, no mesmo local.
À Rede Amazônica, a mulher contou que após o crime, o homem se escondeu no banheiro, e quando saiu do local começou a proferir ofensas contra ela."Na hora, eu olhei para outras pessoas, pedindo ajuda, dizendo que ele tocou em mim. Foi aí que ele se escondeu no banheiro e quando saiu, já saiu me agredindo, me chamando de gorda, de feia, tribufu, chamou palavrão, e ficou dizendo que a mulher dele era mais bonita", relatou a vítima.A mulher contou ainda que, logo após o crime, ao empurrar o homem, ele ainda tentou agredi-la.
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"Pelo tipo de toque eu percebi que não era um esbarrão. Aí eu empurrei ele, e ele reagiu dizendo com um discurso pronto: 'você não está vendo que eu sou um idoso? Me respeite'. Ou seja, ele já veio tentando desvalidar a minha reação, e aí começou a tentar me agredir".
A Rede Amazônica apurou que o suspeito é um servidor do Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária (Incra), de 61 anos. O órgão emitiu um posicionamento sobre a postura do profissional. Veja mais abaixo.Débora afirmou também que foi ela quem chamou a polícia e que, mesmo após denunciar o caso para a direção do supermercado, não foi levada a sério.
"Eu cheguei a questionar: 'se fosse um objeto que alguém tivesse furtado, o que vocês fariam?' Iam detê-lo e chamar a polícia?' Eu estava falando e eles não acreditavam. Só começaram a acreditar depois que um segurança veio e disse que viu nas câmeras que procedia e que ele tinha passado a mão em outras duas moças também", explicou.Por fim, a vítima disse que teve dificuldades para provar o crime até para a polícia. Conforme relato, ela ficou uma hora no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) tentando provar que havia sido importunada pelo suspeito.

Fotos: Reprodução/Google
"Além de ser importunada, fui agredida na minha honra também. São muitas as dificuldades que a gente encontra para buscar por justiça? É muito desafiador ser mulher. Tive dificuldade dentro do supermercado, na delegacia. Tudo o que eu falei eu tive que provar por imagem. Fiquei uma hora na delegacia tentando provar que eu tinha sido vítima de importunação sexual", finalizou.
À Rede Amazônica, o delegado titular do 12º DIP, Alan Queiroz, para onde o caso foi encaminhado, disse que as investigações prosseguem para tentar coletar mais evidências."Estamos coletando imagens das câmeras de segurança, que serão submetidas à perícia criminal, depoimentos de testemunhas, bem como tentando identificar as outras vítimas, pois ainda não registraram ocorrência", disse o delegado.
O g1 aguarda resposta da Polícia Civil sobre a demora relatada pela vítima para registrar o caso.Em nota, o supermercado informou que "prontamente interviu, dando total suporte à vítima, bem como salvaguardando a integridade física do suposto autor, diante do tumulto criado".O estabelecimento disse também que colaborou com a polícia ao fornecer as imagens da câmera de segurança do local, e que funcionários também deram seu testemunho sobre o ocorrido. "As partes envolvidas deixaram o estabelecimento somente após a presença das autoridades policiais, as quais estão recebendo todo suporte da empresa para melhor elucidação dos fatos", acrescentou.
Já a Superintendência do Incra no Amazonas disse que o servidor não estava nas dependências do órgão, mas que repudia qualquer tipo de ato de discriminação, assédio ou intolerância."Acompanhando as diretrizes governamentais, são promovidas campanhas internas de combate e denúncia de assédio moral e sexual junto aos servidores e colaboradores. O Incra no Amazonas acompanha as investigações envolvendo o servidor e adotará as medidas administrativas cabíveis".
Fonte: com informações do Portal G1
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