27 de Junho de 2026

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Violência contra Mulher - 28/02/2024

Mulher denunciou estupros antes de ter coração arrancado pelo marido

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Foto: Reprodução/Metróples

Gerente comercial de Tupã confessou crime ao se entregar à Polícia Militar; após feminicídio, ele arrancou o coração e as vísceras da vítima

A dona de casa de 53 anos assassinada a facadas e cujo coração e as vísceras foram arrancados pelo marido, um gerente comercial de 49 anos, em Tupã, interior paulista, denunciou à polícia, horas antes do homicídio, na segunda-feira, 26/2, que era obrigada a manter relações sexuais com o homem, “mesmo contra sua vontade”.Milena Dantas Bereta Nistarda da Silva tinha uma filha, de outro relacionamento, e um filho, com Marcelo Nistarda Antoniani da Silva, com quem estava casada há 29 anos.

 

Diferentemente do que era compartilhado nas redes sociais do casal, nas quais ambos apareciam abraçados e sorrindo, a vítima vivia sob constante monitoramento do marido.Como mostrado pelo Metrópoles, Milena procurou a Polícia Civil, horas antes de ser assassinada, e relatou que vivia em cárcere privado, além de ter o celular monitorado pelo marido.

 

Ela registrou um boletim de ocorrência de violência psicológica contra o gerente e solicitou uma medida protetiva contra ele.Há cerca de 10 anos, a dona de casa já havia registrado um B.O. de agressão contra Marcelo, como consta em registros policiais.Saída de filhos piorou situaçãoEm seu relato na Central de Polícia Judiciária, ao qual o Metrópoles teve acesso, Milena explicou que o cárcere era feito “de forma sutil”. O marido, disse a vítima, “sempre arrumava alguma desculpa para ela não sair de casa”.

 

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A situação piorou, ainda de acordo com o depoimento, após o casal de filhos mudar-se do imóvel, momento em que a vítima afirmou ter ficado “mais vulnerável em sua casa”.Ela segue o relato acrescentando que Marcelo “por diversas vezes” a obrigou a “manter relação sexual, mesmo contra a sua vontade”. Essa denúncia ainda pode ser usada pela polícia para indiciá-lo por estupro.

 

Nas redes sociais, amigos e familiares de Milena lamentaram a tragédia. “Que Deus console os filhos, que sentirão profundamente a dor desta maldade cometida”, disse uma colega da vítima. “Que tristeza, Mi. Não é justo isso acontecer com você… Uma pessoa incrível”, escreveu outra.

 

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O caso foi registrado como homicídio duplamente qualificado por ser praticado à traição e por feminicídio, quando a vítima é morta por sua condição de gênero feminino.A defesa do gerente não havia sido localizada até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações. 

 

Fonte: com informações do Portal Metrópoles

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