19 de Abril de 2026

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Política - 17/10/2025

Mudanças na Lei da Ficha Limpa são 'retrocesso democrático', avalia especialista

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Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, autor principal da lei de iniciativa popular, alega "irregularidade formal" e "retrocesso democrático" em alterações que tentam limitar o tempo de inelegibilidade a 12 anos, pedindo atuação no STF como amigo d

O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa as recentes modificações na Lei da Ficha Limpa em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7881), sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia. Melillo Dinis, diretor do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que é o principal autor da lei de iniciativa popular original, entrou com pedido de intervenção como amicus curiae (amigo da corte) para colaborar no debate.


Durante sua participação no programa CB.Poder — uma parceria do Correio com a TV Brasília —, nesta sexta-feira, 17/10, Dinis destacou que o MCCE, uma rede composta por 74 organizações, contesta a nova regra que altera o prazo de inelegibilidade de políticos condenados. A nova lei estabelece a pena de inelegibilidade em oito anos, contados a partir da condenação em segundo grau por colegiado, com um teto de 12 anos para ações conexas.

 

Anteriormente, a legislação permitia que o tempo de afastamento contasse apenas após o trânsito em julgado. A proposta de mudança teve origem em um Projeto de Lei Complementar (PLP 192) apresentado pela deputada Dani Cunha (União-RJ), filha do ex-deputado Eduardo Cunha.

 

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O movimento alega dois tipos de irregularidade contra as modificações: uma formal e uma de mérito. A falha formal decorre de uma alteração de conteúdo (mérito) incluída no Senado — proposta do senador Sergio Moro (União-PR) — que não retornou para revisão e votação na Câmara dos Deputados, violando a regra constitucional do bicameralismo.


A irregularidade de mérito sustenta que a mudança representa um “retrocesso democrático” e viola os princípios de probidade e moralidade administrativa previstos na Constituição.

 

“Essa ideia do não retrocesso incide sobre algumas cláusulas. Por exemplo, a cláusula da probidade, da moralidade administrativa, que são princípios da Constituição. Portanto, nesse contexto, nós também estamos discutindo o conteúdo, não só a forma da proposta que está sendo avalizada”, explicou o advogado em entrevista aos jornalistas Ana Maria Campos e Carlos Alexandre de Sousa.

 

Foto: Reprodução

 

O MCCE afirma que a Lei da Ficha Limpa, apesar de ser um “patrimônio do povo brasileiro”, sempre foi alvo de ataques por políticos condenados. Segundo o movimento, as novas regras, sancionadas antes do prazo eleitoral de 4 de outubro de um ano antes das eleições de 2026, geram instabilidade.

 

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Melillo apontou, ainda, que políticos considerados “ficha suja” que concorrerem em 2026 terão suas candidaturas constantemente contestadas por partidos, pelo Ministério Público Eleitoral e pela sociedade civil, gerando uma batalha judicial.


Fonte: Com informações Correio Braziliense 

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