18 de Abril de 2026

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Saúde - 07/05/2025

MPOX: a doença que reacendeu o alerta global de Saúde Pública

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Foto: Reprodução/Google/Montagem Portal Mulher Amazonica

A infecção em humanos foi registrada pela primeira vez em 1970, na República Democrática do Congo

A MPOX, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença viral causada pelo Monkeypox vírus, um ortopoxvírus da mesma família da varíola humana (já erradicada). A doença ganhou esse nome após a primeira detecção do vírus em macacos de laboratório em 1958, mas sua origem é provavelmente em roedores africanos, que são considerados os principais reservatórios naturais.

 

A infecção em humanos foi registrada pela primeira vez em 1970, na República Democrática do Congo, e por décadas a doença foi endêmica em regiões da África Central e Ocidental. Porém, em 2022, o vírus se espalhou para países fora da África, incluindo Brasil, Estados Unidos e diversos países da Europa, levando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar um estado de emergência de saúde pública internacional.

 

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Como a MPOX é transmitida? Tem relação com sexo?

 

 

 

Sim, a transmissão pode ocorrer durante o contato sexual, mas não se limita a isso. O vírus é transmitido por:

 

• Contato direto com lesões da pele, crostas ou fluidos corporais de uma pessoa infectada.
• Contato prolongado com secreções respiratórias (tosse, fala próxima).
• Objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas e utensílios.
• Contato sexual, principalmente quando há exposição direta à pele com lesões, é atualmente uma via predominante de transmissão nas epidemias recentes.

 

Embora não seja considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) clássica, a MPOX tem se espalhado com maior frequência em redes sexuais de homens que fazem sexo com homens (HSH), especialmente em contextos de múltiplos parceiros e eventos com contato físico intenso.

 

Quais os sintomas?

 

 

 

A doença se manifesta, em média, de 5 a 21 dias após o contato, com os seguintes sintomas:

 

• Febre
• Dor de cabeça
• Dores musculares e nas costas
• Ínguas (linfonodos inchados)
• Fadiga
• Lesões na pele, que evoluem de manchas para bolhas, pústulas e crostas – frequentemente nos genitais, ânus e boca na fase atual da epidemia
As lesões são altamente infecciosas e podem causar dor intensa.

 

Qual grupo está mais vulnerável?

 

 

 

Embora qualquer pessoa possa contrair MPOX, os dados globais e brasileiros mostram maior prevalência entre homens gays, bissexuais e outros HSH, com idades entre 25 e 45 anos. No entanto, não se trata de uma doença exclusiva desse grupo, e estigmatizar a comunidade LGBTQIA+ piora a resposta de saúde pública. Crianças, imunossuprimidos (como pessoas vivendo com HIV) e gestantes estão em risco de casos mais graves.

 

Como está a situação da MPOX no Brasil e no Amazonas?

 

 

 

Desde o início da epidemia global em 2022 até 2025, o Brasil registrou mais de 11 mil casos confirmados de MPOX, com óbitos principalmente em pacientes imunossuprimidos. O estado do Amazonas, devido à sua posição geográfica e fluxo internacional, também identificou casos.

 

Segundo boletins da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP), o estado já contabilizou cerca de 60 casos confirmados, com foco em Manaus. Há registros esporádicos no interior, mas com baixa transmissão sustentada. A resposta local tem sido coordenada por meio de vigilância epidemiológica, isolamento de casos suspeitos, rastreamento de contatos e capacitação de profissionais de saúde.

 

Tratamento e prevenção

 

 

 

• A MPOX costuma ser autolimitada, ou seja, os sintomas desaparecem entre 2 a 4 semanas.
• Em casos graves, especialmente em imunossuprimidos, pode ser necessário suporte hospitalar.
• Antivirais como tecovirimat estão em estudo e uso compassivo em alguns países.
• Analgésicos e antitérmicos ajudam no controle dos sintomas.

 

Prevenção

 

 

Fotos: Reprodução/Google

 

• Evitar contato próximo com pessoas com lesões ou sintomas suspeitos.
• Uso de preservativos pode reduzir parcialmente o risco, mas não impede o contágio por contato com a pele.
• Vacinação: o Brasil recebeu um lote limitado de vacinas (MVA-BN, também usada para varíola humana) em 2023, priorizando pessoas com HIV e profissionais da saúde. A vacinação em massa ainda não está disponível.

 
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A MPOX é uma doença reemergente que evidencia a interligação entre saúde global, mobilidade humana e prevenção. Embora hoje o número de casos tenha diminuído em relação ao auge de 2022 e 2023, o vírus ainda circula, principalmente em grandes centros urbanos. Informação, vigilância e combate ao preconceito são as principais ferramentas para controlar a doença. Estigmatizar pessoas pela orientação sexual ou status sorológico só atrapalha o enfrentamento da epidemia.
 

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