22 de Abril de 2026

NOTÍCIAS
Política - 22/02/2023

MPFabre dois inquéritos para apurar supostas irregularidades do governo Bolsonaro na proteção de indígenas

Compartilhar:
Foto: Reprodução

Portaria da Funai sobre demarcação de terras e a execução do orçamento de 2020 destinado às políticas de proteção das comunidades serão analisadas. Procuradoria vai avaliar se há indícios de improbidade administrativa.

A Procuradoria da República no Distrito Federal abriu dois inquéritos civis para apurar supostas irregularidades em políticas do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro para a proteção de comunidades indígenas.

  

Serão analisados atos da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. Nos dois casos, a Procuradoria vai avaliar se há indícios de improbidade administrativa.

  

Uma das linhas de investigação envolve uma portaria editada em junho de 2021 pela Funai, que modificou a composição dos grupos técnicos de trabalho de identificação, delimitação e demarcação de áreas indígenas.

 

Veja também

 

Padilha acusa Bolsonaro de desmontar estrutura de prevenção a desastre

Flávio Dino anuncia entrada da Polícia Federal no caso Marielle e Anderson

 

A medida teria permitido a substituição de antropólogos renomados por servidores do próprio órgão, sem especialização técnica adequada, sob justificativa de economia para os cofres públicos.

  

De acordo com entidades indígenas e antropólogos, os servidores designados pela Funai não teriam especialização técnica suficiente para o exercício de um trabalho científico envolvendo estudos de natureza etno-histórica, sociológica, jurídica, cartográfica e ambiental necessários para identificação e delimitação de uma terra indígena.

  

Fotos: Reprodução

 

Outra apuração é sobre suposta ineficiência na execução orçamentária do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos em 2020, quando foram usados apenas 44% do orçamento previsto. A execução teria impactado programas vinculados às políticas de proteção das populações indígenas e quilombolas. 

 
Curtiu? Siga o Portal Mulher Amazônica no FacebookTwitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram.

À Procuradoria, o Ministério da Mulher e Direitos Humanos confirmou, durante procedimento preparatório, a diferença entre recursos empenhados (reservados) e recursos liquidados, mas "justificou este descompasso com o fato de que o Ministério não é "finalístico", isto é, depende, para a concretização das ações e programas a ele vinculados, da celebração de parcerias com outros entes públicos e privados.

 

Segundo a procuradora, Luciana Loureiro Oliveira, ainda há questões em aberto que precisam ser esclarecidas pelo Ministério Público. "As questões versadas nos autos ainda demandam diligências para a formação do convencimento ministerial acerca das medidas a serem eventualmente adotadas, não cabendo, por outro lado, o arquivamento do procedimento".

  

Fonte: Com informações do Portal G1 

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Email:

Mensagem:

LEIA MAIS
Fique atualizada
Cadastre-se e receba as últimas notícias da Mulher Amazônica

Copyright © 2021-2026. Mulher Amazônica - Todos os direitos reservados.